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Governo e empresas privadas ampliam investimentos em hidrelétricas, termoelétricas e em energia eólica e solar
O empresário Eike Batista e seu conglomerado, o EBX, investiram, em 2009, R$ 2,5 bilhões na construção de usinas térmicas, na exploração de gás e petróleo e em portos. As informações estão na reportagem de capa de capa da revista AméricaEconomia de março e faz parte do Especial Energia.
De acordo com a reportagem, em 2010, o grupo EBX pretende direcionar seus investimentos também em outras matrizes energéticas, como a eólica e a solar. “No caso da energia solar, temos um papel de pioneirismo. Começaremos a construir, em março, a primeira planta do Brasil em Tauã, no interior do Ceará”, conta Eduardo Karrer, presidente da MPX, braço de mineração do conglomerado de Eike Batista. O total previsto dos investimentos do grupo para este ano é de US$ 3,8 bilhões.
A expansão dos investimentos vai ao encontro do que os especialistas avaliam para o setor. “Para a economia crescer entre 4% e 5%, como estava antes da crise, o incremento na capacidade de geração de energia elétrica teria de ser de algo em torno de 4 mil MW por ano, o que não vinha acontecendo”, afirma Osmar Camilo, analista da Socopa Corretora. No entanto, a combinação de fatores como a desaceleração do crescimento em 2009, a abundância de chuvas e os vultuosos investimentos previstos para o setor desafogaram o horizonte e garantiram ao Brasil uma situação relativamente confortável até 2011. Diferentemente do restante da América Latina, que tem uma situação preocupante quando o assunto é energia elétrica, principalmente em países como Venezuela, Equador e Argentina.
Além da iniciativa privada, o governo também movimenta o setor. Já foi anunciada a licitação prévia da Usina de Belo Monte, no Pará, que pode trazer um aumento de 11,2 mil MW, com investimentos estimados em R$ 16 bilhões.
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