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O Governo dos Estados Unidos disse estar "decepcionado" pelas sanções que o Brasil anunciou contra produtos americanos por sua recusa a eliminar os subsídios ao algodão e afirmou que prefere "uma solução negociada" para a disputa.
O Brasil divulgou uma lista de produtos americanos, de cosméticos a alimentos, passando por automóveis e eletrodomésticos, sobre os quais elevará as tarifas dentro de 30 dias.
Os EUA receberam o anúncio brasileiro de forma negativa.
"Estamos decepcionados em saber que as autoridades do Brasil decidiram proceder com represálias contra o comércio americano", disse a porta-voz do Escritório do Representante de Comércio Exterior dos EUA (USTR, em inglês), Nefeterius McPherson.
"O USTR está trabalhando para alcançar uma solução para a disputa sem que o Brasil recorra a represálias e continuamos preferindo uma solução negociada", acrescentou McPherson.
Em agosto, a Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o Brasil a aplicar sanções comerciais contra os EUA, já que o país não eliminou seus subsídios ao algodão.
As tarifas adicionais propostas pelo Brasil somarão US$ 829 milhões ao ano, o valor permitido pela OMC neste caso.
"O Governo brasileiro lamenta ter que adotar as presentes medidas", disse o Ministério das Relações Exteriores (MRE) em comunicado divulgado hoje.
"Contudo, após quase oito anos de litígio e mais de quatro anos de descumprimento pelos EUA das decisões do Órgão de Solução de Controvérsias (da OMC), e na ausência do oferecimento de opções concretas e realistas que pudessem permitir a negociação de uma solução satisfatória para o contencioso, resta ao Brasil fazer valer seu direito, autorizado pela OMC", diz a nota.
O MRE conclui o comunicado dizendo que o Brasil "permanece aberto a um diálogo com os EUA que facilite a busca de solução mutuamente satisfatória para o contencioso".
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