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Na semana passada, esta coluna publicou voto - que vingou, na Comissão de Infraestrutura - da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), contra extensão de benefícios do adicional de fretes ao Norte/Nordeste. Alegava a senadora que já é passado a concentração de estaleiros no Sudeste e, ao citar novos empreendimentos, referiu-se a um estaleiro do grupo Wilson, Sons em Salvador (BA). A senadora quer que, em 2012, o benefício não seja novamente estendido por dez anos, como consta do projeto original de César Borges (PR-BA).
Em relação a investimentos da Wilson, Sons, a senadora se enganou. Na verdade, como esclarece a assessoria do grupo Wilson, Sons, em Salvador a empresa tem a concessão de terminal de containeres. O grupo pretende ampliar o eficiente estaleiro de Guarujá (SP) e instalar um moderno estaleiro em Rio Grande (RS).
Em Rio Grande (RS), a empresa ainda aguarda a liberação da licença ambiental provisória para iniciar as obras, que estão previstas para começar este ano e devem ser concluídas em dois anos e meio. O investimento será de 50 milhões de dólares que estão sendo financiados pelo FMM (Fundo da Marinha Mercante). Serão produzidas embarcações de apoio à exploração de petróleo e gás, além de rebocadores portuários e oceânicos. O terreno para a construção do estaleiro terá uma área de cerca de 125 mil m². O empreendimento gerará em torno de 400 empregos diretos e 1,2 mil indiretos. O Estaleiro contará com uma unidade de treinamento de mão de obra, uma escola para capacitação de pessoal local.
Na expansão de Guarujá (SP), estão sendo investidos 40 milhões de dólares, com crédito do FMM. A área para a expansão será de 15 mil m². O Grupo já obteve a licença ambiental provisória para a ampliação e as obras devem se estender por aproximadamente 18 meses. Com a ampliação o número de empregos diretos gerados deve aumentar cerca de 50%. Depois da expansão concluída, a capacidade de construção de embarcações de apoio marítimo e rebocadores deverá ser o dobro da atual.
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