O Porto de Santos poderá aumentar sua capacidade operacional em 13,5 milhões de toneladas por ano somente com a utilização dos rios da região...


Clipping - Marítimo
Uso de hidrovias irá ampliar capacidade do Porto de Santos
10/03/2010
TRANSPORTES. Levantamento realizado pela Codesp e pela Prefeitura identificou cinco rotas na região.

O Porto de Santos poderá aumentar sua capacidade operacional em 13,5 milhões de toneladas por ano somente com a utilização dos rios da região. A hidrovia em potencial, complementar às atividades do cais, alcança até 200 quilômetros de extensão, sendo 25 deles navegáveis sem restrições ambientais ou de infraestrutura.

Ainda preliminar, a estimativa foi feita pelo presidente da Codesp, José Roberto Correia Serra, na última sexta-feira, no 1º Seminário Sistema Hidro- viário da Baixada Santista, realizado na Associação Comercial de Santos. A estatal deverá contratar uma empresa para elaborar um estudo sobre o potencial dos rios da região para os transportes mercantes e de passageiros.

De acordo com o executivo, se houvesse terminais hidroviários na região e os rios começassem a ser utilizados imediatamente, o Porto poderia ter um aumento de 1 milhão de toneladas em sua contagem deste ano. Em 2009, o complexo escoou 83 milhões de toneladas e, neste ano, a projeção é de atingir 85 milhões.

Em 2012, o volume transportado pelos rios chegaria a 6,5 milhões de toneladas. Até 2015, iria a 7,5 milhões. E, em 2019, enfim os 13,5 milhões.

"A Baixada Santista tem um enorme potencial marítimo. Mas, ao longo do tempo, estivemos muito tempo de costas para o desenvolvimento de suas vias interiores. Agora, estamos diante da oportunidade de mudar essa história, criando um sistema sustentável para cargas e passageiros", argumentou o presidente da Autoridade Portuária.

TRAÇADO

O sistema hidroviário da Baixa- da Santista pode abarcar 200 quilômetros de rios, segundo as avaliações de técnicos da Codesp e da Prefeitura de Santos. Eles identificaram cinco trechos que podem ser usados, especialmente, para o transporte de cargas, sobretudo contêineres. Os maiores obstáculos, porém, são as pontes. A maioria delas precisará ter seus gabaritos revistos, para não impedir a passagem de embarcações com mercadorias.

O estudo que será feito pela Codesp também avaliará a necessidade de intervenções nessas estruturas.

Serra destacou que o primeiro trecho da hidrovia da Baixada Santista está pronto. A rota é formada pelos canais do Estuário, onde ficam os terminais portuários, e de Piaçaguera, continuação do primeiro e que leva às instalações marítimas da Usiminas (antiga Cosipa).

A ideia é que o transporte nessas vias seja feito por barcaças com até 1,5 metro de calado ¬ portanto, sem dificuldade de navegar por este trecho.

A segunda rota vai da Ilha dos Bagres, na Área Continental de Santos (às margens do estuário), até as instalações da Carbocloro e do Ecopátio, ambas em Cubatão. "O potencial para cargas neste trecho é de médio para grande", afirmou Serra.

Ainda com capacidade para movimentação de mercadorias por barcaças, o trecho 3 vai da Foz do Largo Pompeba, onde está a Ilha Duas Barras, até as áreas ribeirinhas de São Vicente.

Abrangendo os rios de São Vicente, a quarta rota tem menos potencial para cargas, mas forte apelo para o transporte de passageiros.

A última parte do traçado hidroviário é o Canal de Bertioga, cuja perspectiva de utilização ainda é uma incógnita. "Não se sabe o que pode acontecer lá ainda. Não sabemos a viabilidade, a profundidade que temos, mas sabemos que precisaríamos enfrentar grandes restrições ambientais", disse o presidente da Codesp.
Fonte:  Revista Intermarket  Link direto:  Clique aqui
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