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Os fretes marítimos devem retornar aos níveis atingidos antes da recessão global até o final deste ano, de acordo com a A.P. Moller-Maersk. Segundo o diretor-executivo da companhia, Nils Andersen, a escassez mundial de equipamentos funcionará como garantia para a estruturação das taxas, assegurando que os preços retornem aos níveis pré-crise e "fazendo com que a indústria marítima possa obter retornos sobre seus investimentos".
Os valores de frete foram recuperados em várias rotas - principalmente entre Ásia e Europa - em maio, após a restauração de parte significativa da frota de navios de contêineres ociosos nos últimos meses, de acordo com o China Containerised Freight Rate Index.
Andersen diz que a indústria de contêineres não deve ser afetada pela possível desaceleração das exportações chinesas, causada pela desvalorização da moeda asiática. "A parte da indústria que pode ser afetada pelo abrandamento da China será o setor de graneleiros e petróleo", disse o executivo.
De acordo com a corretora Clarkson, as taxas de frete continuam subindo. Em maio e junho, os embarques de contêineres em portos da China com destino a Europa e Mediterrâneo sofreram incrementos de 2% e 6%, respectivamente.
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