Os EUA, a União Europeia, o Japão e outros oito negociantes do acordo internacional antipirataria Acta afirmaram que o pacto, quando pronto, excluirá controle de patentes em fronteiras, ponto que ameaçava o comércio de genéricos do Brasil...


Clipping - Portos e Logística
Pacto exclui controle de patente em porto
07/07/2010
Os EUA, a União Europeia, o Japão e outros oito negociantes do acordo internacional antipirataria Acta afirmaram que o pacto, quando pronto, excluirá controle de patentes em fronteiras, ponto que ameaçava o comércio de genéricos do Brasil.

A decisão foi divulgada na semana passada após reunião do grupo em Lucerna (Suíça) e é creditada por especialistas à polêmica lançada por Brasil e Índia pela apreensão de genéricos dos dois países na Holanda no ano passado.

O Acta é um acordo plurilateral que vem sendo negociado a portas fechadas e sem a participação de brasileiros, chineses e outros emergentes, os maiores afetados por suas implicações.

O objetivo do tratado é fixar um padrão para o combate ao comércio de mercadorias supostamente falsificadas. Além de genéricos, terá grande impacto em distribuição de conteúdo na internet ao ser implementado -a intenção é finalizar o texto neste ano. O Brasil não reconhece sua legitimidade. A decisão não impedirá, porém, que países signatários individualmente apliquem leis sobre patentes em suas fronteiras.

O Acta também manterá patentes em outros capítulos ainda sob discussão, e fiscalizações em fronteiras por países signatários deverão manter controle sobre supostas violações de "copyright".

"Esse anúncio não significa que o comércio de genéricos do Brasil está seguro", disse Pedro Mizukami, coordenador do projeto Game Studies do CTS-FGV.

Ainda assim, foi afastado por enquanto um dos grandes temores sobre o acordo, de que a regra da UE sobre apreensões relacionadas a patentes seria copiada por outros signatários. Isso faria com que pudessem ser apreendidos produtos suspeitos de violar patentes em países de trânsito, durante a importação, mesmo que fossem legais nos locais de origem e destino.

Os genéricos retidos na Holanda em 2009, por exemplo, eram legais tanto no país comprador (Brasil) como no vendedor (Índia). O caso foi parar na OMC.
Fonte:  Canal do Transporte  Link direto:  Clique aqui
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