A Beluga Shipping informou que não sentiu os efeitos da crise do ano passado devido à grande gama de projetos de infraestrutura puxada por contratos a longo prazo...


Clipping - Marítimo
Setor heavylift não sofreu efeitos da crise
12/07/2010
A Beluga Shipping informou que não sentiu os efeitos da crise do ano passado devido à grande gama de projetos de infraestrutura puxada por contratos a longo prazo.

O presidente e chefe-executivo da empresa com sede em Bremen, Niels Stolberg, descreveu o segmento de cargas superpesadas como "um nicho dentro de outro nicho" que não sofreu os mesmos efeitos negativos durante a recessão econômica.

"De acordo com o Institute of Shipping Economics and Logistics, o segmento de cargas superpesadas será estável para os próximos 10 anos ou mais além", afirmou o executivo. "Fomos afetados apenas um pouco pela queda maciça no segmento abaixo de 200 toneladas para carga geral e granéis, com taxas caindo entre 30% e 50% em comparação a 2008. Mas o segmento entre 350 e 400 toneladas cresceu cerca de 20% no ano passado.

Os principais negócios da companhia mantiveram-se seguros; de acordo com o executivo, o setor de 600 toneladas a 1.000 toneladas conseguiu valores relativamente estáveis, assim como o segmento entre 1.000 toneladas e 1.400 toneladas.

"Isso é possível porque os projetos de energia e infraestrutura baseiam-se em investimentos de longo prazo - geralmente fechados por governos ou corporações globais - apoiadas por financiamento garantido", afirma Stolberg.

A frota de navios do armador transporta globalmente desde turbinas eólicas até caminhões basculantes pesando 110 toneladas nominais. Até o final do primeiro trimestre deste ano, cinco navios foram entregues dos 16 encomendados de uma série de embarcações multipropósito equipadas com gruas com capacidade combinada de içamento para 1.400 toneladas.

De acordo com Stolberg, a Beluga tem planos de estabilizar a frota especializada em 75 unidades, mantendo o programa de novas construções e venda de navios mais antigos. O executivo afirma que a construção de novas unidades é necessária para atender as indústrias de petróleo e gás que estão criando nova demanda para "setores superpesados".

Fonte:  Guia Marítimo  Link direto:  Clique aqui
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