A petrolífera Total demorou para chegar ao mercado petrolífero brasileiro, mas hoje vê potencial enorme nas reservas do Brasil e pretende participar de rodada de licitações que prevê que o País realize em 2011 ou 2012...


Clipping - Óleo e Gás
Total quer mais presença no Brasil
13/07/2010
A francesa Total vê potencial em reservas no País.

A petrolífera Total demorou para chegar ao mercado petrolífero brasileiro, mas hoje vê potencial enorme nas reservas do Brasil e pretende participar de rodada de licitações que prevê que o País realize em 2011 ou 2012. A empresa anunciou na semana passada a aquisição de uma participação de 20% na licença BM-S-54 da Shell na Bacia de Santos, onde ambos os grupos esperam iniciar perfurações exploratórias no final do ano.

O diretor de geociências da Total - grupo francês que tem presença na África ocidental, norte da Europa e Oriente Médio, mas ainda não conta com ativos produtivos no Brasil -, Marc Blaizot, disse que isso será apenas um primeiro passo.

"Não acho que a Total esteja chegando tarde ao Brasil. Ainda há áreas enormes de interesse a explorar nas bacias de Santos e Campos," disse. "Haveránovas rodadas e queremos estar presentes no Brasil".

A Total não estudou as perspectivas brasileiras profundamente no início da década, já que o grupo tinha dúvidas quanto à possibilidade de serem encontradas reservas substanciais na camada do pré-sal. O sal dificulta á leitura dè levantamentos sísmicos.

As empresas estrangeiras que já estão envolvidas nos campos brasileiros do pré-sal incluem o grupo britânico BG, a portuguesa Galp e a espanhola Repsol. "Pensamos que havia riscos sérios de não serem encontradas reservas, mas elas foram encontradas e evidentemente são muito melhores do que o previsto," disse Blaizot, que vê o Brasil como oportunidade chave de crescimento, especialmente com a maturação dos campos europeus e africanos do grupo.

Blaizot acredita que o Brasil precisa de investimentos extraordinários para explorar seus campos, que apresentam desafios tecnológicos grandes, e procura novos recursos para continuar a produzir depois de 2020-2025. "Achamos que a Petrobras tem essas duas questões em mente e está pensando em formar parcerias com petrolíferas internacionais que possam oferecer o know-how técnico para a exploração marítima em grandes profundidades," disse ele.


Fonte:  Gás Brasil  Link direto:  Clique aqui
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