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A Usiminas pretende ficar com metade das 4 milhões de toneladas de aço em encomendas previstas para o setor de óleo e gás nos próximos dez anos. A estimativa foi feita pelo gerente geral de comercialização da Usiminas Mecânica, Paulo Sebastião Marques, para quem o volume esperado contempla encomendas da Petrobras, Transpetro, OSX, OGX e outras companhias do setor.
De acordo com o executivo, que participou do Seminário sobre Perspectivas e Condicionantes do Desenvolvimento do Setor Siderúrgico do Estado do Rio de Janeiro, na sede da Firjan, o volume total previsto para atender ao setor de óleo e gás significa uma média de 400 mil toneladas por ano, abaixo de 30% da atual capacidade de produção de chapas grossas da companhia, que é de 1,5 milhão de toneladas por ano.
Apesar da capacidade instalada, Marques afirmou que não seria real esperar que uma única empresa ficasse com todas as encomendas. "O mercado não nasceu só pra gente, nasceu para os outros também. Não vamos conseguir vender tudo", ponderou Marques. Atualmente, a Usiminas tem capacidade total de produção de 9 milhões de toneladas de aço por ano.
Marques lembrou que o plano de construção de uma terceira usina, com capacidade para 5 milhões de toneladas por ano foi suspenso por conta da crise financeira mundial de 2008 e que, caso esse projeto volte ao planejamento, aumentariam as condições de a empresa atender a demanda projetada. "Com o que temos hoje, em 10 anos, podemos aumentar em 10% nossa participação no setor de óleo e gás", destacou o executivo.
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