A CMA CGM registrou alta de 22% nas movimentações globais do primeiro semestre deste ano, atingindo 4,4 milhões de Teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés)...


Clipping - Marítimo
CMA CGM tem alta de 22% em movimentações
02/09/2010
Receita do armador cresceu 41% em relação ao primeiro semestre de 2009.

A CMA CGM registrou alta de 22% nas movimentações globais do primeiro semestre deste ano, atingindo 4,4 milhões de Teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). No mesmo período do ano anterior, em meio à recessão econômica, o armador francês escoou 3,6 milhões de Teus.

Para acompanhar o aumento nos volumes, a companhia iniciou um plano de expansão da frota própria, após a entrega de seis embarcações de julho a agosto deste ano. Durante este período, a empresa recebeu quatro unidades com capacidade nominal para 13.800 Teus (Amerigo Vespucci e Corte Real) e dois navios de 11.400 Teus (CMA CGM Leo e CMA CGM Pegasus).

A capacidade total da linha está avaliada em 1,168 milhão de Teus, e com isso a CMA CGM ocupa o terceiro lugar do ranking global de armadores, com 8% de participação da frota mundial - atrás apenas da A.P. Möller-Maersk e MSC, que detém market share de 14.6% e 12.1%, respectivamente.

A carteira de encomendas da empresa atualmente contém 32 unidades, perfazendo 322.573 Teus. A CMA CGM também investiu no afretamento de novas embarcações, elevando o total da frota para 394 unidades, das quais 93 são de propriedade da companhia.

Receita

O aumento também se refletiu na receita do armador. No intervalo de seis meses encerrados em 30 de junho, a CMA CGM computou US$ 6,8 bilhões de receita, perfazendo incremento de 41% em relação ao primeiro semestre de 2009, quando registrou US$ 4,8 bilhões. O lúcro líquido ficou avaliado em US$ 864 milhões.

A margem Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) resultou em índice de 15,5% no primeiro semestre, sendo que somente no segundo trimestre o armador teve margem de 18,8%.

Segundo a CMA CGM, os resultados refletem as decisões estratégicas do grupo para investir em navios de grande porte e implementação de planos para redução de custos. Outros fatores que contribuíram foram a recuperação da economia global, que levou a um aumento tanto no volume transportado quanto nos fretes.

A companhia afirmou, por meio de nota oficial, que o desempenho positivo deverá continuar durante o terceiro trimestre de 2010. Porém, ressaltou que a concorrência continua a ser sustentada numa economia global ainda desigual. Por isso, o grupo continuará reduzindo custos, a fim de otimizar o modelo de negócios e consolidar o crescimento em bases financeiras reforçadas.
Fonte:  Guia Marítimo  Link direto:  Clique aqui
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