O governo federal deve reduzir a oferta de áreas que serão disponibilizadas na 13a rodada da licitações da ANP, prevista para acontecer no segundo semestre do ano. Ao todo foram selecionados 310 blocos originalmente, mas a expectativa é de que o número final aprovado pela presidente Dilma Rousseff gire entorno de 200 a 250 áreas. A maior parte das áreas em análise para oferta ao mercado está, tanto em número de blocos quanto em extensão, localizada em bacias onshore. Na proposta encaminhada à aprovação, a Bacia do Parnaíba tem o maior número de blocos em oferta.
Originalmente, foi sugerida a oferta de uma área total de 122 mil km2, distribuída pelas bacias de Pelotas, em lâmina d´água rasa e profunda, Espírito Santo (águas profundas), Campos (rasa e profunda), Sergipe-Alagoas (profunda), Recôncavo, Potiguar (terra) e Parnaíba. Fontes do governo revelam que a presidente Dilma já confirmou a intenção de reduzir a área ofertada e de excluir pelo menos uma bacia da concorrência.
O governo avalia ainda a possibilidade de incluir áreas marítimas nas bacias de Jacuípe e Camamu–Almada, opção que, segundo técnicos, deveria ser descartada por conta das dificuldades de licenciamento ambiental enfrentadas nestas duas bacias.
Na última semana, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou o leilão terá suas áreas anunciadas para o mercado nacional e internacional ainda no mês de abril. Existe a expectativa que o anúncio seja feito em palestra do ministro durante a OTC 2015, em Houston.