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Clippings - 27/12/21

14 descobertas notificadas à ANP em 2021

Sonda West Saturn, da Seadrill, contratada pela ExxonMobil para perfurar em Titã (Fonte: Marinha do Brasil)

Ainda faltam sete dias para o ano terminar, mas é provável que o número de descobertas notificadas à ANP seja ligeiramente menor ou igual ao patamar registrado em 2020. Até o momento, foram identificados 14 indícios de hidrocarbonetos no país – oito em terra e seis em mar.

Dentre as operadoras, a Petrobras e Eneva lideram o ranking com quatro descobertas cada. Em seguida, vem a Exxon com duas. Já a Imetame, Maha Energy, Phoenix e Recôncavo Energia notificaram um indício de constatação de hidrocarbonetos.

Das 14 notificações à ANP, cinco foram de petróleo, quatro de gás e cinco de óleo e gás associados. As bacias de Campos e do Parnaíba foram as que mais tiveram alvos identificados, com três cada – na bacia terrestre, todas as descobertas foram capitaneadas pela Eneva.

No pré-sal, foram realizadas três descobertas. A Petrobras foi bem-sucedida em Aram e no bloco C-M-411. Neste último, localizado no pré-sal da Bacia de Campos, a estatal confirmou a presença de petróleo em reservatórios do poço 1-BRSA-1377-RJS, também chamado de Urissanê.

A Exxon, por sua vez, encerrou seu jejum no pré-sal. A petroleira norte-americana perfurou em Titã, no pré-sal de Santos, e encontrou petróleo em profundidade de 2.644 m. A descoberta contrasta com a perfuração seca da Shell em Saturno, bloco vizinho à Titã, no ano anterior.

As majors também tiveram sucesso na perfuração dos blocos ES-M-669C-M-346 e C-M-789. Nos dois primeiros, a Petrobras encontrou indícios de gás. No último, a Exxon identificou óleo e gás no poço Opal-1A, perfurado em lâmina d’água de 2,6 mil m, na Bacia de Campos.

Das seis descobertas em mar, quatro foram feitas com sondas da Seadrill (West Saturn e West Tellus, duas cada) e duas com a Brava Star, da Constellation.https://public.tableau.com/views/DescobertasHidrocarbonetos2021/Dashboard1?:embed=y&:showVizHome=no&:host_url=https%3A%2F%2Fpublic.tableau.com%2F&:embed_code_version=3&:tabs=no&:toolbar=yes&:animate_transition=yes&:display_static_image=yes&:display_spinner=no&:display_overlay=yes&:display_count=yes&:language=en-US&publish=yes&:loadOrderID=0

Contagem regressiva

O ano só acaba quando termina. Conforme relevado pelo PetróleoHoje, a Eneva pretende perfurar cinco poços entre 25 de dezembro de 2021 até o dia 8 de abril de 2022 nos seguintes blocos: PN-T-69 (1), PN-T-87 (1), PN-T-103 (1) e no campo de Gavião Belo (2).

Se algum bloco for perfurado e alguma descoberta for notificada até o dia 31, o número de indícios de hidrocarbonetos constatados poderá se igualar ao de 2020.

Descobertas em baixa

Em relatório divulgado recentemente, a Rystad Energy revelou que o ano de 2021 se encaminha para ser o menor dos últimos 75 anos em termos de novas descobertas no mundo.

Até novembro deste ano, o volume total descoberto foi 4.7 bilhões de boe, o que equivale ao pior número desde 1946.

Fonte: Revista Brasil Energia