
Menos da metade das sondas offshore localizadas no Brasil operaram em março, segundo levantamento da consultoria Westwood Energy. No último mês, 18 navios-sonda e semissubmersíveis realizaram perfurações ou workovers – todas em contrato com a Petrobras.
No período, 50 unidades de perfuração estavam no país, das quais duas estavam a caminho ou aguardando no local de perfuração: a Brava Star, da Constellation, e a West Saturn, Seadrill, respectivamente. A primeira retornou à carteira da Petrobras, com entrada em operação programada para o segundo trimestre, conforme publicado pelo PetróleoHoje. Já a unidade da Seadrill opera para a ExxonMobil.
As 30 sondas restantes estavam com contratos cancelados (70%), hibernadas (10%, hot e cold stack), em construção (17%) ou em inspeção em estaleiro (3%), segundo as informações da Westwood. Em seu relatório, a consultoria conta também plataformas de perfuração e produção (como Peregrino A, da Equinor, por exemplo), que não foram consideradas pela reportagem.
Já a Baker Hughes, em seu relatório mensal “Rig Count”, estima nove sondas em atividade no país no mês de março – oito delas no offshore. A Baker considera sondas que perfuraram poços exploratórios e de desenvolvimento no período analisado.
Segundo a ANP, há 17 poços exploratórios em atividade no Brasil – cinco marítimos e 12 terrestres. A agência reguladora, que não identifica as sondas responsáveis pelas perfurações em seu site, considera poços em que houve intervenção com sonda, incluindo a perfuração, ou teste de longa duração (TLD) informada pela Situação Operacional de Poços (SOP) nos últimos 15 dias.
Na América Latina, os dados da Baker indicam recuperação na atividade de sondas: o patamar atingido em fevereiro, de 125 sondas em operação, permaneceu estável no mês seguinte. Este é o maior nível registrado na região desde março de 2020, quando os preços do barril derreteram, desencorajando atividades exploratórias.
A contagem internacional cresceu em março, com mais 14 sondas operando, devido à maior atividade na região Ásia-Pacífico, com crescimento mais tímido na África, Europa e Oriente Médio.https://flo.uri.sh/visualisation/5769427/embed?auto=1A Flourish chart
Fonte: Revista Brasil Energia