
A produção de óleo da 3R Petroleum esteve em ascensão no primeiro trimestre deste ano. Por um período, a empresa foi afetada por problemas com a sua infraestrutura de operação. Mas, ainda assim, fechou o trimestre com um saldo positivo nos volumes extraídos. Para 2023, a expectativa da companhia é colocar em operação novas sondas de perfuração, cujos resultados, num momento seguinte, devem contribuir com a geração de receita.
“Há desafios em Papa-Terra [na Bacia de Campos] atrelados, principalmente, ao estado de muitos sistemas na plataforma, o que fez com que a produção fosse paralisada em março, por um período de 21 dias. Mas já é evidente o potencial existente e, consequentemente, a capacidade de ser um gerador de caixa eficaz para a 3R”, afirmou o presidente da empresa, Matheus Dias, em teleconferência sobre os resultados financeiros e operacionais do primeiro trimestre deste ano, realizada na quinta-feira (27).
Neste mês de abril, o campo está produzindo cerca de 17 mil bpd. Junto ao campo Peroá, Papa-Terra produziu 450 mil m³/dia de gás, podendo chegar a 650 m³/dia, segundo o executivo. A empresa espera, no segundo trimestre, concluir a negociação com a Petrobras para ter acesso à estação de tratamento de gás da estatal e, com isso, conseguir distribuir o insumo a novos consumidores.
Aos analistas, o diretor de Operações Offshore da 3R, Maurício Diniz, afirmou ainda que problemas no Polo Potiguar estão sendo revertidos. O crescimento do número de sondas instaladas na região permitiu novas intervenções. Além disso, a empresa iniciou uma nova fase de perfuração – um poço foi perfurado e outros dois serão nos próximos dias. No segundo trimestre deste ano, será iniciada a fase de completação dos poços.
Na Bacia do Recôncavo, a companhia espera iniciar uma campanha de perfuração de poços no segundo semestre e, para isso, vai utilizar duas sondas. Apenas no primeiro trimestre, a 3R contratou três novos equipamentos, passando de duas para cinco sondas em operação na região. Isso permitiu a realização de 41 intervenções nos poços, “o que demonstra a importância de se ter sondas operando em campos maduros”, afirmou Diniz na teleconferência.
Fonte: Revista Portos e Navios