
A 3R Petroleum informou que pretende realizar oferta pública subsequente de distribuição primária, quando são emitidos novos títulos cujos recursos serão direcionados ao caixa da companhia. Em comunicado na quinta-feira (21/10), após o portal Brazil Journal publicar matéria sobre o follow-on, a 3R afirmou que os recursos serão utilizados para pagamento de aquisições e no desenvolvimento de ativos.
Segundo a petroleira, o valor da oferta e a data de lançamento ainda não foram definidos. Itaú BBA, BTG Pactual, XP Investimentos e Banco Safra estão coordenando a oferta, sob a liderança do primeiro.
A companhia disse ainda que a realização da oferta está sujeita “às condições dos mercados de capitais nacional e internacional e à obtenção das aprovações societárias competentes”.
Nesta sexta-feira (22/10), o principal indicador das ações ofertadas na B3, o Ibovespa, chegou a cair 4%, refletindo a preocupação de investidores com a política fiscal do governo. No dia anterior, houve debandada no Ministério da Economia, com o pedido de exoneração de quatro servidores: os secretários e secretários-adjuntos do Tesouro e Orçamento e do Tesouro Nacional.
Este será o segundo follow-on da 3R. O primeiro foi realizado em abril, quando a companhia captou R$ 820 milhões.
Debêntures
A 3R publicou, na quinta-feira (21/10), aviso ao mercado sobre oferta pública de distribuição de debêntures simples, no valor de R$ 1,6 bilhão. O valor nominal unitário das debêntures é de R$ 1 mil, com data de emissão no dia 15 de novembro.
De acordo com o documento, a emissão será realizada em até três séries, sendo a primeira no modelo de debêntures incentivadas, o que exige publicação de portarias pelo MME para classificação dos projetos como prioritários. A quantidade máxima de debêntures na primeira série é 1 milhão.
A validade da primeira série é de oito anos contados a partir da data de emissão, com previsão de vencimento em novembro de 2029, enquanto a segunda e terceira vencerão em novembro de 2027.
Fonte: Revista Brasil Energia