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Clippings - 10/11/23

3R planeja grande intervenção em Papa-Terra em 2024

Plataformas em Papa-Terra (Créditos: Petrobras)

3R Petroleum vai iniciar, no ano que vem, uma nova campanha de perfuração no campo de Papa-Terra, em águas profundas da Bacia de Campos. Para colocar o projeto em prática, faltam apenas licenças, segundo o Diretor de Exploração e Produção da companhia, Maurício Diniz, que participou de teleconferência para apresentar os resultados financeiros e operacionais do terceiro trimestre deste ano nesta quinta-feira (9).

“No ano que vem, será feita uma grande intervenção no campo. Além da continuidade dos sistemas principais, vamos fazer um revamp bastante grande na unidade e trazer mais eficiência”, afirmou o executivo.

A 3R assumiu Papa-Terra em dezembro do ano passado. O campo era da Petrobras e contava com três poços produtores. O quarto poço (PPT37) foi reativado no terceiro trimestre deste ano pela nova operadora. Desde o fim de 2023, a empresa realizou intervenções nos sistemas de geração e fornecimento de energia, e manutenções no sistema de offloading e de geração de energia e caldeiras.

“A gente já verificou uma resposta a essas primeiras manutenções, tendo conseguido, em outubro, volume de produção superior ao do terceiro trimestre de 2023”, destacou o diretor de Exploração e Produção.

O próximo passo será trocar bombas de poços que apresentaram problemas. As primeiras intervenções acontecerão nos poços 12, 17 e 22. Até agosto do ano que vem, a 3R ainda espera liberar capacidade de armazenamento para suportar mais de 25 dias de produção, inspecionar e fazer a manutenção da segunda caldeira, concluir duas operações de workover e revisar o principal sistema de offloading.

Além disso, a empresa pretende concluir, no terceiro trimestre de 2024, a recuperação da integridade do sistema de produção, o que vai exigir 20 dias de paralisação em Papa-Terra. A expectativa, de acordo com Diniz, é tornar as operações mais eficientes, passando da atual marca de 60% a 80% para a de 80% a 90%. No mês passado, a produção foi ampliada para 8,7 mil bpd, frente à média de 6,3 mil bpd do terceiro trimestre deste ano.

A companhia expandiu, também, a produção no Complexo Recôncavo, na Bahia, que passou de 3,3 mil bpd de petróleo, na média do terceiro trimestre deste ano, para 3,8 mil bpd de petróleo e de 4,2 mil boed de gás para 5,4 mil boed de gás, no mesmo período. A empresa mantém três sondas realizando workover na área e pretende, neste trimestre, iniciar a campanha de perfuração, caso receba a liberação das licenças.

O diretor Financeiro da 3R, Rodrigo Pizzaro, afirmou, ainda, que a empresa “vai sempre buscar o balanço do que traz mais retorno para a companhia, ou a prestação de serviço e a venda de petróleo cru, como vem sendo feito nos últimos meses, ou olhar o mix de produtos que poderia obter com o refino e com parcerias comerciais”. A 3R adquiriu da Petrobras, neste ano, a refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré (RN).

A projeção é voltar a refinar petróleo em meados de dezembro. Essa meta, no entanto, depende da formação de parcerias comerciais. Pizzaro acredita que a empresa terá sucesso nessas novas modalidades comerciais. Com isso, a 3R espera registrar margens de lucro no fim do ano melhores do que as atuais.

A 3R produz, atualmente, 45,8 mil boed. Matheus Dias, presidente da empresa, prevê um incremento relevante a partir do segundo semestre do ano que vem. Ele acrescentou que a 3R está satisfeita com o tamanho dos seus ativos, suficientes para garantir a expansão do volume de óleo e gás extraídos, sem a necessidade de novas aquisições e endividamento.

Fonte: Revista Brasil Energia