
A receita de frete e as taxas diárias de fretamento de contêineres atingiram novos recordes no ano passado. Isso apesar da interrupção nas principais rotas comerciais, incluindo congestionamento nos portos e desequilíbrios de equipamentos, de acordo com análise da Clarkson Research.
As taxas médias de frete para um contêiner de 20 pés de Xangai para a Europa aumentaram mais de quatro vezes — de US$ 1.204 para US$ 6.119.
A capacidade da frota permaneceu estável, mas uma série de novas encomendas de construção foram feitas. Um recorde de 548 navios que somam 4,2 milhões de TEUs foi encomendado durante o ano, elevando o total sob contrato atualmente para 5,7 milhões de TEUs, 23% da capacidade da frota atual.
Os preços da construção naval aumentaram acentuadamente, cerca de 30% em média para navios de grande porte. Um neo-panamax de 15.500 TEU, por exemplo, custava cerca de US$ 106 milhões no início do ano, mas no final de 2021 atingiu o preço de US$ 155 milhões, afirma a Clarkson.
Apesar do mercado demandante, a velocidade dos navios caiu em cerca de 24% em relação aos níveis de 2008. Quase um quarto dos navios encomendados funcionará com combustíveis alternativos e cerca de 700 navios porta-contêineres estão agora equipados com pelo menos uma tecnologia de economia de energia.
Fonte: Revista Portos e Navios