unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 13/08/20

Eneva de olho no Polo Urucu

Companhia participa como interessada do processo de desinvestimento da Petrobras no Amazonas

A Eneva está participando como interessada do processo de desinvestimento do Polo Urucu, localizado na Bacia do Solimões, no estado do Amazonas. A informação foi confirmada pelo diretor financeiro da companhia, Marcelo Habibe, em teleconferência para apresentação de resultados do segundo trimestre, na quarta-feira (12/8).

“Estamos participando do processo de Polo Urucu, e temos interesse em várias oportunidades, não só da Petrobras, como também de outras majors, que ainda não podemos divulgar”, disse o executivo. No momento, o desinvestimento no Amazonas está em fase vinculante.

O Polo é formado por sete concessões de produção terrestres: Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu e Sudoeste Urucu. A venda envolve ainda as unidades de processamento da produção de petróleo e gás natural e as instalações logísticas de suporte à produção.

Azulão

A Eneva informou que a entrega da primeira carga de GNL do projeto de Azulão-Jaguatirica, na Bacia do Amazonas, foi postergada de 15 de março de 2021 para 14 de maio do mesmo ano, em função de atrasos na construção devido à pandemia de covid-19. O efetivo nas obras chegou a 30% do planejado, a fim de evitar o contágio. Atualmente, a obra está com 70% do efetivo previsto, devendo alcançar o planejado em setembro.

O projeto Azulão-Jaguatirica é composto pelo campo de Azulão, na Bacia do Amazonas, cujo gás abastecerá a termelétrica Jaguatirica II, em Roraima. A ideia é replicar o modelo reservoir-to-wire (do reservatório ao poste – R2W) do Complexo Parnaíba no empreendimento do Amazonas.

Lino Cançado, diretor de Operações da Eneva, ressaltou, durante a conferência com investidores, que a aprovação da Lei do Gás, pautada para votação no plenário da Câmara dos Deputados na próxima semana, será importante para o escoamento da produção de Azulão.

Resultado Financeiro

A Eneva lucrou R$ 85 milhões no segundo trimestre de 2020, alta de 443% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 15 milhões) e queda de 52% ante o trimestre anterior (R$ 179 milhões).

A receita da companhia foi de R$ 518 milhões no período, redução de 6% ante o segundo trimestre de 2019 (R$ 555 milhões) e de 44% em comparação aos três primeiros meses de 2020 (R$ 939 milhões).

Além de Azulão, a Eneva opera 18 blocos e nove campos na Bacia do Parnaíba – cinco deles em produção (Gavião Real, Gavião Vermelho, Gavião Branco, Gavião Caboclo e Gavião Azul) e quatro em desenvolvimento (Gavião Preto, Gavião Branco Norte, Gavião Tesoura e Gavião Carijó).

Fonte: Revista Brasil Energia