Hoje, das dez áreas de partilha já leiloadas, sete são operadas pela Petrobras, duas pela Shell e uma pela Statoil. As companhias estrangeiras operam apenas os ativos da rodada de áreas unitizáveis.
“Será uma ótima oportunidade para termos novos operadores no pré-sal. Como a Petrobras só exerceu o direito de preferência em uma área, as outras propostas não poderão ser derrubadas como aconteceu na 4ª rodada”, afirmou o diretor geral da ANP, Décio Oddone.
Titã e Saturno terão os bônus mais altos da rodada, cada um com o valor de R$ 3,125 bilhões, atrás apenas do montante de Libra, fixado na ocasião em R$ 15 bilhões. Já Pau Brasil foi estipulado em R$ 500 milhões, ante os R$ 70 milhões de Tartaruga Verde.
O maior percentual mínimo de excedente em óleo foi determinado para a área de Pau Brasil, com a marca de 24,82%, seguindo por Sudoeste de Tartaruga Verde, com 10,01%, Saturno, com 9,56% e Titã, com 5,80%. A ANP manteve os mesmos índices de conteúdo local para Saturno, Titã e Peroba, com 18% para a etapa de Exploração e três fases no Desenvolvimento, com 25% para Construção de Poço; 40% para o sistema de Escoamento e Coleta e 25% para a UEP. Sudoeste de Tartaruga Verde terá compromisso mínimo maior e diferenciado, com 55% na Exploração e 65% no Desenvolvimento.
A ANP começará a receber a partir desta sexta-feira (29/6) as sugestões e contribuições ao pré-edital e à minuta de contrato da 5ª rodada de partilha. Os documentos do novo leilão de pré-sal foram publicados pela agência nesta quinta-feira (28/6) e as empresas interessadas têm até o dia 11 de julho para apresentar suas observações.
No dia 13 de julho, a agência realizará a audiência pública voltada à apresentação do pré-edital e da minutado contrato. As empresas interessadas em participar do leilão terão que apresentar as garantias de ofertas até o dia 13 de setembro.
Fonte: Revista Brasil Energia