
A Saipem fechou contratos com a Shell e a Petrobras para fornecer o drone de inspeção autônomo FlatFish. Os projetos-piloto estão inseridos no programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da ANP, com o objetivo de qualificar o drone para realizar inspeções não tripuladas e sem embarcações para apoiar as campanhas de monitoramento e manutenção de sistemas subsea. O valor dos contratos não foi informado.
Em dezembro de 2020, o gerente comercial da Saipem, Eduardo Oazen, adiantou que a maturidade do FlatFish seria “colocada à prova por um piloto em águas profundas no Brasil previsto para o final de 2021”.
O FlatFish é um drone de inspeção autônomo desenvolvido pela Shell/BG e o Senai-Cimatec, financiado com recursos da cláusula de P&D da ANP. A Shell uniu esforços com a Saipem para concluir as etapas finais de seu desenvolvimento e industrialização.
Apesar de ser um veículo autônomo, o design do FlatFish difere de um AUV convencional. Este, concebido na forma de um torpedo, se desloca apenas em trajetória retilínea. O FlatFish, entretanto, é capaz de se mover em todas as direções. Por isso, a Shell e a Saipem o classificam como um drone de inspeção.
Em seu projeto, orçado em R$ 30 milhões, o veículo é um residente do fundo do mar. Devidamente “alojado” em sua dock station, onde é capaz de ficar por até seis meses sem emergir, o robô recebe o comando da superfície e, de modo autônomo, percorre as instalações subsea, realiza inspeções visuais, envia os dados coletados e retorna para a sua “garagem”, onde faz a sua recarga e espera pela próxima missão.
O gerente de Tecnologia Submarina da Shell, Diego Juliano, revelou à Brasil Energia que a companhia está desenvolvendo um conceito ainda mais radical do que a dock station: uma garagem móvel. Segundo o executivo, ela será utilizada em casos onde é mais viável do ponto de vista econômico o lançamento temporário do FlatFish. A solução deve ser aplicada em campos com arquiteturas subsea menos complexas.