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Clippings - 08/09/23

Frota de apoio marítimo cresce pelo 2º mês consecutivo

 

Arquivo

Número de barcos de apoio offshore chegou a 413 unidades, segundo Abeam/Syndarma. Participação de embarcações com bandeiras estrangeiras subiu de 11% para 12%

A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras encerrou julho com um total de 413 embarcações, três a mais que no mês anterior, segundo o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma). Foram 365 embarcações de bandeira brasileira (88%) e 48 de bandeira estrangeira (12%), ante 361 brasileiras e 49 estrangeiras na posição de junho de 2023. Em julho do ano passado, a frota era composta por 375 embarcações de bandeira brasileira e 36 de bandeira estrangeira, totalizando 411 unidades.

Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 185 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 109 de bandeira brasileira. Cerca de 71 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.

Nem todas as unidades listadas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000. Os dados foram obtidos junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.

De acordo com a publicação, a frota em julho era composta por 47% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 193 barcos, mantendo o número de junho. Outros 15% eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que correspondem a 62 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram duas unidades chegando a um total de 58 no período (14%), enquanto 25 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 19 PLSVs (lançamento de linhas), 18 RSVs (embarcações equipadas com robôs) e 17 MPSVs (multipropósito). Os demais segmentos de supplies somam uma fatia de 5%.

A Bram Offshore/Alfanave foi a empresa de navegação com mais embarcações, em operação ou aguardando contratação, com 68 unidades (6 são estrangeiras), uma a mais que em junho. A CBO, que opera 44 barcos de apoio, todos de bandeira brasileira, segue na segunda posição nesta última atualização. Segundo o relatório, 25 embarcações de bandeira brasileira faziam parte da frota da Wilson Sons Ultratug em julho, assim como nos meses anteriores de 2023.

As frotas da OceanPact e da Tranship, com 24 barcos de pavilhão nacional cada, aparecem na sequência da lista. Após o reposicionamento, a frota da Starnav agora surge na quinta posição, com 22 unidades de bandeira brasileira. Em seguida vêm a DOF/Norskan com 21 unidades (17 de bandeira brasileira e 4 de bandeira estrangeira), a Camorim, que tinha nesse período 17 unidades de bandeira brasileira em sua frota, além da Bravante com 15 embarcações no pavilhão nacional.

A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 47 PSVs/OSRVs, 11 AHTS, dois PLSVs, dois RSVs, dois MPSVs, entre outras embarcações. A CBO é a empresa de apoio offshore que, em julho, tinha mais AHTS: 14 embarcações desse tipo. A Tranship foi a empresa no período com mais embarcações LH/SV: 22 unidades, seguida pela Camorim, com 16. Entre os 19 PLSVs, 5 são operados pela DOF/Norskan, 4 pela Sapura e 3 pela Subsea 7. Dos 18 RSVs, destaque para CBO e DOF/Norskan, com 5 unidades cada, e para a Oceanpact, com 3 unidades.

Fonte: Revista Brasil Energia