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Clippings - 29/06/15

95 mil litros derramados no mar

O Ibama já registrou o vazamento de 95 mil litros de óleo, fluidos e derivados no offshore brasileiro em 54 ocorrências, desde outubro de 2014, quando foi lançado o novo sistema de acompanhamento ambiental. No perãodo, um terço dos derramamentos ocorreu durante operações com sondas de perfuração, que se mostraram atualmente as principais causadoras dos acidentes marinhos.

A principal ocorrência foi o deslocamento da sonda Norbe VI no campo de Búzios, na Bacia de Santos, em março deste ano. A perda da posição por fortes correntezas causou o derramamento de mais de 71 mil litros de fluido sintético de perfuração no mar, após desconexão emergencial da unidade. A sonda da Odebrecht Oil & Gas estava a serviço da Petrobras.

Também em março deste ano, ocorreu o vazamento de 7,5 mil litros de polímeros, água industrial e fluidos, na Ensco 6003 (SS-60), a serviço da Petrobras. O incidente ocorreu após uma falha de comunicação na sonda durante a perfuração do poço 7-JUB-49E-SS.

De acordo com a companhia – que registrou 45 dos 54 acidentes, sendo 17 em sondas –, nos últimos anos houve uma diminuição no volume total vazado, em relação aos anos anteriores, assim como na comparação com outras petroleiras, fruto de ações para identificar e eliminar riscos operacionais nas instalações.

Outras companhias com registros de derramamentos são a Statoil, a Shell e a Repsol Sinopec. Segundo a Statoil, foram feitos ajustes no processo de cimentação de poços interligados à plataforma Peregrino A, após o vazamento de 15 litros de petróleo cru no mar na Bacia de Campos, dispersados mecanicamente.

Já a Repsol Sinopec registrou o derramamento de 300 ml de fluido durante a perfuração do poço Pão de Açúcar 2, pela sonda Ocean Rig Mylos. O poço está localizado no bloco C-M-539 e faz parte dos compromissos do plano de avaliação da descoberta (PAD) de Pão de Açúcar. Procurada, a companhia não comentou o caso até o fechamento desta reportagem.

Vazamentos não mensurados

A Shell também informou que realizou uma dispersão após a descarga da água produzida no FPSO Fluminense durante o ajuste da vazão de dois poços dos campos de Bijupirá e Salema, em abril. A companhia não informou a quantidade vazada.

Assim como nesse caso, em outros nove incidentes não foi divulgado o volume de líquidos despejado ao mar. O principal deles é uma mancha de óleo que surgiu na costa de Aracaju (SE), em abril. O filme tinha uma dimensão de 850 m por 30 m e, de acordo com o Ibama, o volume estimado foi de 3 a 10 litros. A empresa responsável pelo acidente também não foi identificada

As ocorrências foram registradas no Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema), até 90 dias após os acidentes.