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Clippings - 13/10/15

A difícil campanha em Libra

Não está nada fácil a vida da Petrobras e seus sócios na campanha exploratória do bloco de Libra, primeira área da partilha de produção do pré-sal da Bacia de Santos. A empresa perdeu recentemente, de acordo com dados públicos da ANP, o poço 3-BRSA-1305-RJS, que foi abandonado após acidente mecânico.

A Petrobras já perfurou nove poços exploratórios na área de Libra, incluindo a repetição de poços que tiveram problemas e foram abandonados. Três foram concluídos com sucesso – 3-BRSA-1255i-RJS, 3-BRSA-1310-RJS e 3-BRSA-1267A-RJS – e levaram, em média, 186 dias até a conclusão.

O poço 3-BRSA-1310-RJS, iniciado em 25 de junho, na região central da área, e concluído em 24 de setembro, com profundidade vertical de 5.850 m, e registrou indícios de petróleo e gás. A campanha foi conduzida em lâmina d’água de 2.046 m e marcou a estreia da sonda West Carina, da Seadrill, no país.

O 3-BRSA-1310-RJS foi o quarto poço a ser perfurado em Libra desde a aquisição da área, em outubro de 2013. Até agora, todos os poços perfurados na região precisaram de perfurações adicionais. No caso dos dois primeiros poços (3-BRSA-1255-RJS e 3-BRSA-1267-RJS), foram feitas perfurações prévias com o objetivo de investigar riscos geológicos em relação ao objetivo definitivo. Já o segundo poço (3-BRSA-1267-RJS) teve que ser repetido, assim como o 3-BRSA-1305-RJS.

A Petrobras registrou até o momento sete indícios de hidrocarbonetos em poços perfurados em Libra. Desde maio a Petrobras está repetindo a perfuração do segundo poço (3-BRSA-1305A-RJS), mas ainda não há registro de indícios. O poço receberá o teste de longa duração (TLD) programado para o final de 2016, que será executado pelo FPSO Pioneiro de Libra.

A ANP informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as operadoras possuem prazo de até 60 dias após a conclusão do poço para o envio do Relatório Final de Poço Exploratório (RFP). Considera-se como conclusão do poço a data em que houve a retirada da unidade de perfuração da locação. A agência confirma também que qualquer indício de petróleo durante a perfuração precisa ser informado em até 72 horas da descoberta.

Procurada, a Petrobras informou que o programa de Libra segue conforme o planejado e que, somente após a conclusão da campanha exploratória, prevista para dezembro de 2017, haverá informações suficientes para subsidiar o projeto de desenvolvimento da produção a ser implantado no campo.

O consórcio de Libra é operado pela Petrobras (40%), em parceria com Total (20%), Shell (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%).