A Abespetro está preparando a eleição de sua nova diretoria. Serão seis membros, sendo um diretor-presidente e cinco diretores, com mandato de dois anos a partir de 1º de janeiro de 2020. Ao contrário das eleições anteriores, desta vez a maioria dos atuais diretores não deve tentar reeleição.
Fontes da associação anteciparam que, dos seis executivos, cinco não têm, a princípio, intenção de disputar as eleições, à exceção de Eduardo Chamusca. O presidente da SBM foi eleito diretor em abril para cumprir mandato tampão, substituindo Telmo Ghiorzi. Procurado pela Petróleo Hoje, o executivo afirmou que ainda não definiu se disputará o processo, mas que a probabilidade de isso acontecer é maior.
O processo será realizado em três etapas via assembleias gerais extraordinárias. Na primeira, agendada para o dia 2 de setembro, a atual diretoria anunciará seu lançamento formal, informando que os interessados terão 30 dias para apresentar suas candidaturas. No dia 7 de outubro, será realizada uma segunda assembleia para apresentação dos novos candidatos, que precisam ser ligados às empresas associadas. A eleição acontecerá no dia 4 de novembro.
A proposta da Abespetro é promover renovação profunda do quadro diretor, buscando manter representatividade das áreas de atuação das empresas associadas. Outra premissa é tentar garantir o retorno de pelo menos uma mulher ao colegiado. No passado, Andrea Falcão, executiva da Schlumberger, integrou a diretoria.
Na assembleia de setembro, os associados decidirão se a disputa se dará por candidaturas individuais ou por chapas. Até hoje, as eleições foram conduzidas sob o modelo de candidaturas individuais, mas, como há previsão de um grande número de interessados, executivos da Abespetro apostam na opção de chapas fechadas, já com cargos pré-determinados.
No processo de candidaturas individuais, os associados elegem seis executivos, e os eleitos escolhem entre si quem assumirá o cargo de diretor-presidente. Na visão de alguns associados, o modelo da chapa pode vir a assegurar maior representatividade.
O atual quadro diretor da Abespetro conta com Claudio Makarovsky, como diretor-presidente, e Alejandro Duran (GE Oil & Gas), Eduardo Chamusca (SBM), Gilberto Gonzaga Cardarelli (Brasco), José Mauro Ferreira (TechnipFMC) e Rodrigo Ribeiro (Constellation) como diretores, além de Gilson Freitas Coelho, na posição de secretário-executivo.
Makarovsky foi eleito no final de 2017 e, como seu antecessor, José Firmo, optou por não tentar a reeleição. O plano do executivo é se dedicar mais ao mundo acadêmico.
Vista como uma das entidades mais fortes do setor petróleo, a Abespetro foi fundada em 2004 e ganhou projeção maior entre os anos de 2016 e 2017, quando participou ativamente, junto ao IBP, das discussões para a retomada da atratividade do setor petróleo no Brasil. Atualmente, possui 45 empresas associadas.
A relevância da Abespetro tem feito crescer o interesse em torno das eleições. Enquanto no processo de 2017 oito candidatos disputaram seis vagas, na eleição de abril para escolha de um novo diretor com mandato tampão de oito meses foram seis executivos concorrendo a um único assento no board.
Entre os associados da Abespetro estão empresas dos segmentos de plataformas, sondas, FPSOs, serviços, fabricação de equipamentos, embarcações e mergulho, como CGG, Ensco, Modec e Halliburton. As empresas vinculadas à entidade respondem por cerca de 80% da atividade de E&P no país.
Fonte: Revista Brasil Energia