A Abimaq considera que a revogação da participação obrigatória da Petrobras na exploração do pré-sal será benéfica para a indústria do país, pois promoverá a ampliação da demanda por produtos. Foi o que afirmou Alberto Machado, diretor da entidade, em sessão do Plenário que discute o tema nesta terça-feira (30).
“Quando temos um cliente só, a indústria fica de alguma forma amarrada a esse cliente e, se o cliente tem um pequeno problema, a gente também tem o pequeno problema sendo conduzido para todo o setor. O fato de você ter vários clientes é importantíssimo”, afirma Machado.
Na opinião do executivo, uma mudança das regras de participação da Petrobras no pré-sal não prejudicará a estatal, pois a legislação já prevê salvaguardas para proteger a empresa.
Alberto Machado observou que a flexibilização das regras de exploração do petróleo abrirá a possibilidade para a indústria nacional conhecer requisitos técnicos de empresas internacionais, fortalecendo a participação do empresário brasileiro no mercado mundial.
O executivo, no entanto, defendeu a manutenção de regra específica para assegurar a participação da produção nacional de equipamentos e máquinas. Conforme observou, a indústria nacional tem dificuldades de enfrentar a concorrência devido às taxas de juros praticadas no país, carga de impostos, problemas de logística e burocracia excessiva.
– A abertura deve ser acompanhada de mecanismos que permitam a inserção da indústria brasileira nesse processo. Abrir por abrir tem um problema sério, pois vamos ter muitos empregos gerados fora do Brasil – alertou.