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Clippings - 13/06/19

Acertada venda de Pampo e Enchova

O consórcio Ouro Preto/Perenco/ SeaCrest  venceu o processo de desinvestimento da Petrobras dos pacotes de Pampo e Enchova, com uma proposta de cerca de R$ 4 bilhões. As negociações foram fechadas no final da última semana, e o contrato será encaminhado para aprovação do Conselho de Administração da petroleira na reunião do dia 27 de junho.

A proposta da Ouro Preto/Perenco/ SeaCrest teve o apoio técnico da BHGE e desbancou a oferta da Trident Energy, que  teria apresentado um valor pouco abaixo do consórcio. O resultado foi fechado depois de um longo processo de negociação, no qual foram realizados dois rebids.

Até o momento, Ouro Preto, Perenco e Seacrest não fecharam seus respectivos percentuais no consórcio. Embora a Ouro Preto tenha ingressado primeiro no processo, a tendência é que a operação dos ativos fique a cargo da petroleira europeia. Também há a chance de que a BHGE venha a aportar recursos no projeto.

A aquisição dos polos de Pampo e Enchova reforçará a presença da Perenco na Bacia de Campos e marcará a estreia da Ouro Preto no programa de desinvestimentos da Petrobras. No final de 2018, a Perenco arrematou o pacote de desinvestimento dos campos de Pargo, Vermelho e Carapeba, por US$ 370 milhões, em operação que ainda está sob avaliação da ANP.

Os pacotes de desinvestimento de Pampo e Enchova contemplam dez ativos. O cluster de Enchova inclui os campos de Enchova, Enchova Oeste, Bicudo, Bonito, Marimbá e Piraúna, que contam com 32 poços e cinco plataformas. Já o pacote de Pampo contempla os campos de Badejo, Pampo, Linguado e Trilha, 27 poços e duas unidades de produção.

A aposta é que os ativos possam atingir uma produção total de 50 mil boed. Fontes envolvidas no processo indicam uma projeção imediata de investimentos pelo consórcio de até R$ 2 bilhões.

Na ocasião do lançamento do teaser, em julho de 2017, os dez campos produziam, juntos, média de 35 mil boepd, sendo cerca de 25 mil boed oriundos do cluster de Enchova e 10 mil boed do polo de Pampo. Passados quase dois anos e sem investimento focado ao crescimento da produção, o volume extraído nestes ativos caiu a quase pela metade, para 18 mil boed ( 17,72 mil boed oriundos do pacote de Enchova e 691 boed de Pampo).

Hoje, Bicudo, Piraúna, Badejo e Trilha não produzem e alguns ativos estão sem atividades há mais de dois anos.

Longo processo

As negociações para a venda do pacote de Pampo e Enchova se arrastavam desde 2018 e foram marcadas por reviravoltas envolvendo mudanças na formação do consórcio e negociações distintas com os concorrentes.

Originalmente, a melhor proposta foi apresentada pelo consórcio Ouro Preto/ EIG Global Energy Partners, mas, por conta das mudanças nos termos dos contratos, a Petrobras foi obrigada a relançar o processo. No rebid, os proponentes foram desclassificados por apresentarem ofertas com condicionantes.

No início deste ano, a Petrobras iniciou negociações diretas com a Trident Energy, mas, em maio, lançou um segundo rebid. Poucos dias antes da entrega das propostas, o grupo EIG Global Energy Partners desistiu de aportar recursos no projeto e deixou o consórcio da Ouro Preto. Com isso, a petroleira iniciou tratativas com a Perenco e a Seacrest para a formação de um novo grupo.

A projeção é que o contrato de venda dos polos Pampo e Enchova seja assinado em julho. Em seguida, a ANP terá de aprovar a cessão dos ativos.

 

Fonte: Revista Brasil Energia