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Clippings - 21/07/10

Acidente da BP deixa pré-sal “no limbo”, diz Financial Times

O acidente da BP (antiga British Petroleum) no Golfo do México, Estados Unidos, tende a deixar “no limbo” a exploração do petróleo na camada pré-sal do Brasil, diz o jornal britânico Financial Times, na reportagem “Realismo sobre riscos substitui euforia na incipiente indústria de águas profundas do Brasil”.

A Agência Nacional do Petróleo deve levar um ano para fazer alterações em regras de segurança. “O problema é que isso deixa a indústria no limbo nesse meio tempo”, afirma o diário.

Já existe um exemplo do impacto da catástrofe no mercado brasileiro: a BP espera que a compra de dez blocos em águas profundas da Devon Energy seja aprovada no fim do ano, mas a Agência Nacional do Petróleo disse estar revisando o acordo por conta do acidente no EUA.

A plataforma da BP que afundou ficava em águas profundas, assim como a região onde se concentra o petróleo pré-sal. Mas, no caso brasileiro “os desafios técnicos” da exploração são ainda maiores, diz o jornal.

Primeiro, porque o óleo está localizado em uma profundidade maior e a uma distância maior da costa. Depois, porque as altas temperaturas e a grande quantidade de dióxido de carbono no pré-sal podem danificar o equipamento de perfuração. Além do mais, a camada de sal pode sofrer fissuras durante a perfuração.