A BP estima que o custo total das penas pelo acidente na plataforma Deepwater Horizon, no campo de Macondo, no Golfo do México, será de US$ 61,6 bilhões. Deste total, US$ 2,5 bilhões devem ser pagos até 2019 e serão descontados dos resultados do segundo trimestre de 2016 da empresa.
O CEO da companhia, Brian Gilvary, confirmou que a petroleira pretende realizar desinvestimentos para pagar as multas, conforme previamente anunciado. Ao todo, a petroleira espera levantar de US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões com a venda de ativos em 2017, além de US$ 3 bilhões por ano a partir de 2017.
“Nos últimos meses resolvemos diversas das penalidades pendentes e agora podemos estimar todos os passivos restantes. Mais importante ainda, temos um plano claro para lidar com os custos, o que dá maior certeza aos nossos investidores”, afirmou Gilvary.
A companhia informou que possíveis novas multas não devem impactar o desempenho financeiro. “Há um ano, entramos em acordo com os órgãos federais, estaduais e municipais sobre as multas. Desde então, a BP progrediu muito na resolução das penas restantes do incidente”, afirmou a empresa.
Em abril de 2010, o acidente com a sonda da Transocean ocasionou a morte de 11 pessoas e o derramamento de 4,9 milhões de barris de petróleo.