Os acionistas da Statoil aprovaram em Assembleia Geral Ordinária a proposta do conselho de administração de mudar o nome da empresa para Equinor. O governo norueguês, principal acionista, já tinha afirmado que iria apoiar a proposta. A mudança segue estratégia de transição da companhia para se firmar como uma empresa global de energia, com atuação em óleo, gás natural e fontes renováveis, buscando portfólio de alto valor com baixo teor de carbono.
Mês passado, a Statoil anunciou que a sua próxima geração de projetos no setor de óleo e gás terá uma intensidade de 3 kg de CO2 por barril de óleo equivalente, representando uma redução de mais de 20% comparada aos índices da indústria atual, que chegam a 17 kg. A norueguesa também afirmou que pretende ter um break-even médio de US$ 21 por barril de óleo equivalente.
O novo portfólio da companhia inclui projetos que somam 8 bilhões de barris de óleo equivalentes, com uma taxa interna de retorno acima dos 30%, levando em consideração US$ 70 por barril de petróleo.
A companhia pretende aumentar sua presença no setor de energia renovável e nas descobertas de soluções de baixo carbono, que vão constituir entre 15 a 20% dos investimentos anuais da empresa até 2030.
Em meio a esse novo direcionamento estratégico, o Brasil ganhou um novo status no portifólio da Statoil. A petroleira norueguesa anunciou no fim de abril que o país terá uma unidade de negócios própria, feito antes alcançado somente pelos EUA. Até então, as operações brasileiras eram de responsabilidade da área de Desenvolvimento e Produção Internacional (DPI), da qual os ativos norte-americanos passarão a fazer parte em função de seu grau de maturidade.
A unidade de negócios brasileira se chamará Desenvolvimento e Produção Brasil (DPB) e será, a partir de outubro, liderada pela atual vice-presidente executiva da Tecnologia, Projeto e Perfuração da Statoil, Margareth Øvrum.
Fonte: Revista Brasil Energia