O presidente do Sindicato da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, não esconde sua preocupação com o preço do aço. Lembra que os estaleiros já tratavam essa guerra e foram obrigados a importar aço e, agora, com o anúncio de alta brutal no minério de ferro – principal insumo siderúrgico – a questão se complica. O aço representa 23% do preço final do navio e um aumento exagerado poderá retirar competitividade dos brasileiros – que já têm de conviver com um real artificialmente valorizado.
Embora defenda o mercado interno, Rocha admite que a possibilidade de importação de novas partidas de aço ronda o setor.
– Estamos tentando negociar melhores preços com as usinas nacionais e a importação será a última opção – garante Rocha.
Em breve, deve voltar a operar o antigo Ishibrás ( depois chamado de IVI Caju), que será arrendado direta ou indiretamente para a Petrobras. Dos diques do Ishibrás saíram os dois maiores navios do Brasil, Tijuca e Docefjord.