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Clippings - 18/10/16

Acordo da Opep pode ajudar a impulsionar investimentos no pré-sal

O acordo da Opep para estabelecer limite de produção entre os países do grupo poderá impulsionar os investimentos no pré-sal em 2017, de acordo com a Douglas-Westwood (DW). A consultoria acredita que, se o acordo do cartel ajudar a aumentar o preço do barril no ano que vem, a província brasileira ficará mais atraente para investidores estrangeiros.

De acordo com a DW, o preço do barril terá mais impacto nas decisões de investimento no pré-sal do que o fim da operação única, aprovado este mês.

“O impacto da mudança na legislação pode não ser tão significativo quanto o governo espera. O preço atual do barril tem potencial para desestimular os operadores a fazer os altos investimentos necessários para desenvolvimento em águas profundas, principalmente aqueles que ainda não estão no país”, afirmou a consultoria.

A expectativa é que, devido ao grande potencial de descobertas que o pré-sal oferece, muitas petroleiras internacionais se interessem pelos ativos na província.

“Estes campos em águas profundas representam uma enorme oportunidade, pois são o maior grupo de reservas offshore descobertas neste século”, lembrou a DW.

No entanto, algumas das principais petroleiras que já atuam em águas profundas no Brasil estão comprometidas com investimentos em outras regiões. A Anadarko, por exemplo, opera dois blocos onde foram feitas descobertas em águas profundas na Bacia de Campos, mas atualmente está focada na descoberta de Shenandoah, no Golfo do México, e nos ativos em Moçambique. Já a Shell também está comprometida com diversos projetos que foram assumidos após a compra da BG.

Até o momento, 80% dos 155 mil km² do polígono do pré-sal ainda não foram concedidos. Recentemente, um estudo da Wood Mackenzie mostrou que, somente na Bacia de Santos, ainda existem 21,5 bilhões de boe em reservas recuperáveis a serem descobertas no pré-sal.

O projeto de lei que prevê o fim da operação única ainda precisa passar pelas emendas finais de texto e pela sanção do presidente da República, Michel Temer, que já indicou que aprovará o texto final.