A Açu Petróleo quer fazer de seu terminal (T-Oil) no Porto do Açu (RJ) a principal opção para exportação de óleo para petroleiras privadas no Brasil, conta o presidente da empresa, Victor Snabaitis Bomfim. O executivo aposta na capacidade de receber navios de maior porte como diferencial do empreendimento, que, nesta terça-feira (15/5), realizou sua primeira operação de transbordo com um VLCC. “Hoje mais de dois terços do óleo exportado do Brasil são destinadas ao extremo oriente, demandando navios de alta capacidade”, explica.
Além do Açu, somente os terminais de Angra dos Reis (Tebig) e de São Sebastião (Tebar), da Petrobras, podem acomodar VLCCs, sendo que o primeiro é voltado ao abastecimento de suas refinarias.
Segundo Bomfim, a petroleira é atualmente responsável por metade dos cerca de 1 milhão de b/d exportados pelo país – volume que deve superar a casa dos 2 milhões de b/d nos próximos cinco anos. Depois da Petrobras, os principais exportadores de óleo são a Galp (Petrogal) e a Shell, parceiras da estatal em Lula e Sapinhoá, os maiores campos brasileiros em atividade.
Ambas as companhias estão utilizando o Açu para realizar essas operações. Iniciado em 2015, o contrato da anglo-holandesa tem duração de 20 anos, enquanto o acordo com a Petrogal, que começou em março, é de três anos.
Com três berços de atração, o T-Oil possui capacidade para movimentar 1,2 milhão de barris/dia, sendo que hoje os volumes que passam pelo terminal giram entre 4 e 5 milhões de barris/mes. “Com certeza temos outras petroleiras no radar, na medida em que o Brasil se torna um importante exportador de óleo”, assinala Bomfim.
Até o início de 2019, a Açu Petróleo pretende tomar a decisão final de investimento para construir uma unidade de tratamento de petróleo com tanques de armazenamento no porto. De acordo com o presidente da subsidiária da Prumo Logística, o plano é que o empreendimento tenha capacidade para armazenar entre 5 milhões e 10 milhões de barris.