A Petrobras adiou o prazo para restabelecer os indicadores da dívida dentro dos parâmetros definidos pela diretoria. Segundo o presidente da companhia, Aldemir Bendine, não é possível manter a desalavancagem prometida no plano anterior com o atual cenário do mercado de óleo e gás com Brent na casa de US$ 60 e o real desvalorizado.
“É um plano factível e vamos envidar esforços para atender às expectativas não só do mercado, mas, principalmente, dos acionistas”, disse o executivo hoje (29/6) em coletiva de imprensa para apresentação do Plano de Negócios 2015-2019.
Foco do atual plano de negócios, a desalavancagem prevista para os próximos anos deverá fazer com que a companhia atinja a relação entre dívida líquida e Ebitda de 2,03x em 2020, com crescimento dos atuais 3,33x até 2017, a partir de quando começaria a ser reduzida. A perspectiva no plano anterior era manter o índice abaixo de 2,5x a partir de 2015.
O limite da alavancagem da companhia, atualmente em 50,8%, deverá ser reduzida ano a ano até atingir 32,2% em 2020. A previsão no PN 2014-2018 era ultrapassar o limite de 35% somente no ano passado.
Ao final do primeiro trimestre de 2015, o endividamento líquido da Petrobras era de R$ 332,5 bilhões.
Os índices da dívida – de R$ 332,5 bilhões no fim do primeiro trimestre – são fundamentais para que a companhia consiga manter os graus de investimento pelas agências de ratings. Em janeiro deste ano, a Moody’s rebaixou o nível de risco da dívida em moeda estrangeira da empresa de Baa2 para Baa3, mantendo a classificação em revisão, por causa do atraso na divulgação das demonstrações financeiras do primeiro trimestre auditadas.