Contratação deve movimentar até US$ 6 bilhões o que justifica estratégias mais elaboradas, aponta Wood Mackenzie
A postergação da chamada pública de contratação de gás natural por parte das distribuidoras do Centro-Sul do país pode representar um incremento no número de propostas a serem enviadas pelos supridores. Diante disso, o adiamento pode acabar sendo positivo para as próprias distribuidoras.
Na avaliação do diretor para América Latina de Gás e GNL da Wood Mackenzie, Mauro Chavez, pesaram no adiamento as consultas públicas iniciadas pela ANP, sobre a abertura do mercado de gás, e do edital da chamada de capacidade da TBG.
A contratação de gás por parte das distribuidoras deve envolver montantes que podem chegar a US$ 6 bilhões – aproximadamente R$ 24 bilhões – na comercialização. Estão incluídos nesse valor, além da compra da molécula, os custos relativos ao transporte do combustível. “Um negócio de tal magnitude requer mais tempo para a elaboração das estratégia”, avaliou Chavez à BE Petróleo.
Enquanto as consultas da ANP e da TBG seguem, as empresas terão tempo adicional para fazer propostas mais robustas. Isso porque podem ocorrer avanços nas agendas de transporte e processamento do gás, além da capacidade a ser ofertada pela transportadora do Gasbol.
Influência das eleições
A proximidade das eleições deve ter pouca influência no adiamento do processo. O jogo político pode até influenciar positiva ou negativamente no andamento na abertura do mercado de gás, mas há ações infralegais que podem andar em paralelo.
Essas ações são consideradas pelo mercado como fundamentais para a reforma do marco regulatório do gás no Brasil, já que a janela de negociações com os bolivianos é curta. O primeiro contrato de importação, de 18 milhões de m³/dia, vence em 31 de dezembro do ano que vem.
Fonte: Revista Brasil Energia