As ações das principais companhias aéreas dos Estados Unidos tiveram uma terça-feira marcada pelo comportamento instável. De um lado, a queda do petróleo à menor cotação em quatro anos influenciou positivamente os negócios. Mas a incerteza com relação ao ebola deixou investidores preocupados. No fim, o fator petróleo pesou mais e as ações fecharam em forte alta. A American Airlines ganhou 10,2%, a United Continental avançou 6,5% e a Delta Air Lines, 6,12%.
Em Nova York, o índice que mede o desempenho médio da aviação civil na bolsa de Nova York (Nyse) chegou a subir 8%, para fechar com ganho de 6,3%.
Como o combustível responde por até 40% do custo operacional de uma companhia aérea, os investidores ficaram animados com o contrato futuro de petróleo Brent cedendo a US$ 85,04, menor valor desde novembro de 2010. A queda ocorreu após a Agência Internacional de Energia (AIE) cortar de 900 mil barris dia para 700 mil barris/dia a estimativa de crescimento para a demanda de petróleo este ano.
Segundo analistas, a alta das aéreas foi amplificada pela correção técnica, pois essas mesmas ações tinham caído 14% em 30 dias, perãodo em que surgiram os casos de ebola fora da África. Segundo analistas do Morgan Stanley, não está claro qual será o impacto que o ebola terá sobre a disposição dos viajantes em voar.
No Brasil, as ações da Gol subiram 0,55%, para R$ 12,83%. (Com agências internacionais)
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