As companhias aéreas jogam todas as fichas em uma reunião hoje à tarde com representantes dos aeronautas para evitar que o ambiente de caos domine os principais aeroportos do país justo no perãodo de maior concentração da demanda.
A categoria demanda reajuste salarial de 8%, além de itens como prioridade na recontratação, regulamentação de folgas e plano de saúde. As empresas oferecem reajuste de 5,6%.
Na mesa de negociação, a ameaça do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), que decidiu marcar greve, por tempo indeterminado, a partir das 6 horas da manhí do dia 20 de dezembro, próxima sexta-feira.
O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) diz que não recebeu nenhuma comunicação oficial ainda. A entidade garante que segue considerando a reunião marcada para hoje, com os sindicatos coordenados pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), como parte do processo de negociação iniciado em agosto.
Mas o sindicato dos aeronautas diz que as empresas aéreas perderam a oportunidade de chegar a um acordo porque mantiveram proposta de não concessão de qualquer aumento salarial que represente um ganho real para a categoria.
O sindicato das empresas informa que já tem acordos fechados com grande parte dos trabalhadores do setor. A entidade assinou ontem a Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindicato dos Aeroviários de São Paulo (Saesp) e assinará amanhí acordos com os sindicatos dos Aeroviários do Município do Rio de Janeiro (Simarj), de Minas Gerais (Sindaero-MG) e do Amazonas (Sindamazon).