Correio Braziliense – 19/11/2013
da redação
Pelo menos cinco consórcios se inscreveram na tarde de ontem para disputar os leilões de concessão dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG), na próxima sexta-feira. O mercado esperava seis participantes. Segundo informações de fontes de governo, pelo menos três desses grupos disputarão, além do aeroporto fluminense, também o terminal de Confins, considerado menos atraente.
Entre os envelopes com propostas financeiras entregues na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) estava o do grupo formado pela Odebrecht e pela operadora Changi, de Cingapura, que promete brigar pelos dois terminais. O Invepar, que já controla o aeroporto de Guarulhos (SP), também vai entrar na disputa. Como já opera um aeroporto, o grupo terá participação minoritária, limitada a 15%, numa associação com a brasileira Ecorodovias e à alemí Fraport, cada uma com 42,5%.
O consórcio Aero Brasil foi outro que garantiu presença nas duas licitações, sem revelar seus integrantes. O quarto grupo seria formado pela brasileira CCR, associada aos operadores dos aeroportos de Munique e Zurique, e teria foco no Galeão. Por fim, também vai entrar no certame a espanhola Ferrovial, que administra o aeroporto Heathrow, em Londres, associada à construtora Queiroz Galvão. A espanhola Aena, aliada da brasileira Engevix, avisou na sexta-feira que não entrará na disputa.
Na quinta-feira, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai divulgar os nomes dos consórcios classificados. Segundo o edital, o Galeão terá lance mínimo de R$ 4,8 bilhões, e Confins, de R$ 1,09 bilhão. Os investimentos contratados para o perãodo de concessão, de até 30 anos, serão de R$ 5,7 bilhões no terminal fluminense e de R$ 3,5 bilhões no mineiro.
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, afirmou ontem que as privatizações dos aeroportos devem atrair mais investidores que as de rodovias. Ela destacou que os leilões de estradas foram marcados para depois da segunda rodada de terminais aéreos justamente para que os mesmos grupos possam atuar nos dois processos. Os ganhadores vão avaliar se têm condições de participar dos leilões de rodovias. Quem perder certamente vai continuar na disputa pelas estradas, resumiu.
O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro ajuizou ação civil pública para suspender o leilão do Galeão. Os procuradores querem que a Anac detalhe no edital todas as intervenções necessárias à garantia da segurança. A Advo-cacia-Geral da União (AGU) informou que vai defender a posição do governo contra qualquer ação movida na Justiça. (Colaborou Bárbara Nascimento)
Energia eólica e solar
O 17° leilão A-3, realizado ontem pela Câmara de Comercialização de Energia ELétrica (CCEE), terminou com a viabilização de 39 projetos que somam 876,6 megawatts (MW) em potência instalada. Foi o primeiro certame aberto para usinas de geração solar, mas predominaram os projetos movidos pelos ventos. 0 resultado final trouxe um deságio médio de 1,25%, com preço de R$ 124,43 por MW/hora, gerando uma economia de R$ 91,6 milhões para os consumidores. Os projetos contratados estão distribuídos por Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul e, segundo previsão do governo, deverão ficar prontos até janeiro de 2016. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) habilitou tecnicamente 429 projetos de geração, com potência instalada somada de 10,46 mil MW. As fontes eólica e solar foram as que tiveram mais empreendimentos habilitados — 9.191 MWe 813 MW, respectivamente