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Clippings - 13/12/21

Afretamentos de navios ‘Eco Type’ são animadores, avalia Petrobras

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Arquivo/Divulgação

Navios considerados mais sustentáveis que os convencionais fazem parte das ações da companhia para cumprir as metas assumidas de reduzir as emissões em 25% até 2030.

A Petrobras aposta no afretamento de navios com combustível de baixo teor de enxofre e com menor consumo. A preferência por essas embarcações, conhecidas como ‘Eco Type’, é uma das frentes para alcançar a meta da empresa, que assumiu o compromisso de reduzir em 25% as emissões de gases de efeito estufa até 2030. A empresa avalia que os primeiros resultados já são animadores.

No ano passado, a Petrobras contratou duas embarcações Eco Type da classe VLCC, com capacidade de transporte de dois milhões de barris de petróleo. De janeiro a agosto de 2021, elas já apresentaram redução de consumo médio de 24% de combustível por tonelada x milha, quando comparadas às embarcações convencionais da mesma classe. Até o final do contrato, em setembro de 2022, a companhia estima que estas duas embarcações da frota diminuam as emissões em cerca de 33 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO2e), medida utilizada para aferir a quantidade gerada de créditos de carbono.

Ainda em 2020, a Petrobras recebeu outros quatro novos Suezmax DP-2 Eco Type, construídos para as operações de alívio em águas profundas e ultraprofundas na costa brasileira. A empresa afirma que a performance esperada já tem sido comprovada em pouco mais de um ano de contrato. O consumo médio de combustível apurado no período foi 20% inferior ao das demais embarcações de mesmo porte na frota, o que representou redução de cerca de 31 mil tCO2e de emissões atmosféricas somente em 2021. Para o ano que vem, a companhia vai receber mais três navios desta mesma classe.


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A Petrobras atribui os resultados à gestão operacional adequada da frota voltada para otimizar custos e reduzir emissões. “A estratégia de contratação destes navios não têm gerado impactos de aumento de custos de transporte marítimo, uma vez que a redução de consumo de combustível promove economia suficiente que compensa o custo maior no aluguel da embarcação”, explicou o gerente executivo de Logística da Petrobras, Rafael Noac.

Com os primeiros resultados e a perspectiva positiva para os próximos anos, a área de logística da companhia vem buscando parcerias para aprimorar a iniciativa. Noac destacou que sua gerência atua em conjunto com a Transpetro e o Cenpes, em busca de novas tecnologias para aumentar a eficiência dos navios petroleiros que compõem a frota da empresa.

A Petrobras assumiu o compromisso de atingir a neutralidade das emissões de gases de efeito estufa em prazo compatível com o estabelecido no Acordo de Paris, tratado negociado durante a COP-21, em 2015, conforme a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. A redução da intensidade de emissões de carbono é uma das métricas de topo da companhia, com a qual a empresa mapeou oportunidades em todas as áreas, capitaneadas pela gerência executiva de Clima.

Eagle Paulínia (foto), segundo de quatro novos navios incorporados à frota de aliviadores da Petrobras em 2020, realizou as primeiras operações de alívio em Búzios, na Bacia de Santos. Entre as operações iniciais, a embarcação realizou offloadings (transferência do óleo) das plataformas P-74 e P-76, e fez transbordo da carga de petróleo para outro navio exportador em Angra dos Reis (RJ).

O termo ‘Eco Type’ designa um tipo de embarcação sustentável que, segundo a Petrobras, vem ganhando cada vez mais espaço nos novos projetos da companhia, ao trazer grandes benefícios para o meio ambiente e para a eficiência das operações de logística da empresa. Em 2020, a atividade de transporte de petróleo e derivados, independente do modal, foi responsável pela emissão de 3,9 milhões de toneladas de CO2 em 2020, o que representou 7% do total de emissões da companhia. Deste total, 3 milhões tCO2e estão diretamente ligados ao transporte marítimo de petróleo e derivados.