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Clippings - 26/06/23

Agentes acreditam em adoção de modelo similar à Fips para Itaqui

Diretor da ANTT sugere que infraestrutura ferroviária seja pensada na direção dos portos para interior

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acompanha os investimentos da Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips) para aumentar a eficiência logística no maior porto da América Latina. Para o diretor da ANTT, Felipe Queiroz, o modelo de operação compartilhada pode ser adotado, no médio prazo, em outros portos e sistemas amadurecidos, como em Itaqui (MA). Ele observa a necessidade de se pensar em soluções de infraestrutura ferroviária que sejam implementadas na direção dos portos para o interior, ao passo que se identifique setores e portos para esse tipo de demanda.

“Essa aproximação com Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), APS (Autoridade Portuária de Santos), embarcadores, operadores de terminais para que Fips dê certo e esse modelo com seus aprendizados possa ser aplicado em outras situações, como caso do Porto de Itaqui será um bom case”, afirmou Queiroz, esta semana, durante o fórum Nordeste Export. Ele mencionou que o Porto de Antuérpia, na Bélgica, conta com aproximadamente 1.000 quilômetros de ferrovia interna e dois pátios ferroviários.

O diretor acredita que o Brasil precisa idealizar projetos ferroviários do litoral para o interior. Ele sugeriu que se pense em viabilizar começando por trechos operacionais que já agregam valor, gerando ciclos virtuosos de desenvolvimento. Queiroz disse que, para as próximas políticas públicas, se deve refletir se a TLSA tenha sido um erro estratégico, por não ter conseguido gerar o valor que a ferrovia poderia gerar.

O gerente geral de relações institucionais da VLI, Anderson Abreu, também considera viável a adoção de um modelo semelhante ao da Fips em Itaqui. A empresa, que opera a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), é uma das integrantes do consórcio da Fips. Abreu destacou que o modelo compartilhado nasceu em função de melhorias apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público (MPF) e trouxe incremento de governança.

Ele salientou que as concessionárias conseguiram se organizar para atender e melhorar a eficiência do Porto de Santos com investimentos da ordem de R$ 891 milhões na Fips que vão sair do papel. “Isso é um modelo que deve ser pego, vistos pontos positivos e negativos, melhorar e fazer um modelo aprimorado, respeitando contratos e participantes, fazendo que seja bom para todo mundo”, analisou Abreu. 

O presidente da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) e diretor de administração, finanças e relações com investidores da TLSA, Humberto Mota, alegou que, em 2006, havia intenção de fazer a ferrovia Transnordestina com bitola larga, com raio de curva mínimo de 400m e de classe mundial, o que significava um trabalho de infraestrutura muito caro para adequar todo relevo por onde passa a ferrovia. “Naquele momento de se iniciar a concessão da nova Transnordestina, decidiu-se que deveria começar a obra por aquela região em Salgueiro (PE)”, explicou.

A TLSA acredita que infraestrutura é um indutor de desenvolvimento e que um plano de logística e de infraestrutura de Estado representa um indutor que reduza custos de cargas existentes e traga novas cargas. “Acreditamos que precisamos quebrar esse binômio negativo que infraestrutura não se instala porque não têm carga e empresas não se instalam e geram carga porque não têm infraestrutura”, disse Mota.

Fonte: Revista Portos e Navios