A avaliação preliminar das descobertas feita pela Petrobras em águas profundas da Bacia de Sergipe indica que existem 3,97 bilhões de barris equivalentes de petróleo in situ nas concessões. As áreas ainda estão em avaliação, com previsão de conclusão dos PADs até 2018.
A Petrobras é operadora dos contratos BM-SEAL-4, BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11, nos mesmos setores em estudo para oferta de blocos na 13ª rodada. Licitados em 2004, na 6ª rodada, a exploração dos blocos foi intensificada a partir de 2010 e resultou em sete descobertas: Muriú, Farfan, Poço Verde, Barra, Moita Bonita, Papangu e Cumbe.
Procurada, a Petrobras não respondeu às perguntas sobre as reservas in situ estimadas para as áreas e limitou-se a informar que “áreas citadas ainda estão na fase de plano de avaliação de descoberta (PAD) e que os volumes serão definidos ao término desta fase”. Os números, contudo, já foram apresentados pela petroleira à agência.
Originalmente, antes dos dados gerados pela campanha em águas profundas da Petrobras, estimava-se que a Bacia de Sergipe/Alagoas continha 4,5 bilhões de barris de petróleo e 11 bilhões de m³ de gás natural (volumes in situ).
Já em fase avançada de exploração, a Petrobras está confirmando o potencial da área para produção de petróleo leve, a partir de reservatórios de boa qualidade e, ao menos no plano de negócios vigente, PN 2014-2018, há previsão de instalação de uma UEP em 2018 e outra em 2020.
Ainda não foram anunciados planos para o sistema de produção definitivo, mas são estudados TLDs e a instalação de FPSOs afretados com capacidade para compressão e exportação de gás natural, o que demandará investimentos para levar o energético para a costa.
A Petrobras é operadora de todos os contratos e detém 100% do BM-SEAL-10; 60% do BM-SEAL-11, em parceira com IBV (40%); e 75% do BM-SEAL-4, junto com a ONGC (25%).