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Clippings - 03/10/13

Águas subterrâneas tem gás de xisto como ameaça

Cientistas brasileiros reivindicam suspensão de concessões em reservas não convencionais de óleo e gás.

A proximidade entre alguns dos mais importantes aquíferos subterrâneos do país e as áreas com potencial para a descoberta de reservas não convencionais de óleo e gás, como o gás de xisto, levou cientistas brasileiros a reivindicar a suspensão de concessões com esse tipo de reservas.

O objetivo é intensificar estudos sobre a atividade para evitar a contaminação da água usada para consumo humano e irrigação. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) planeja para novembro a primeira rodada de licitações de áreas com potencial para reservas não convencionais.

O pedido de suspensão do leilão foi feito pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciências). Considerada uma das mais promissoras para a busca por reservas não convencionais, a Bacia do Pará, que está sob o Aquífero Guarani foi incluída entre as áreas que serão ofertadas no leilão. Além do Paraná, serão licitadas áreas nas bacias do Acre, Parecis (MT), São Francisco (MG), e Parnaíba (MA/PI). Em todos os casos, há mananciais
subterrâneos, como Solimões, Parecis, Urucuia e Itapecuru, respectivamente.

A ANP diz que a licitação tem por objetivo ampliar o conhecimento do subsolo brasileiro, com a busca de informações sobre o potencial de reservas não convencionais. Estudo concluído em agosto pela consultoria Advanced Resources International, sob encomenda da Agência de Informações em Energia do governo dos Estados Unidos, coloca o Brasil na 10ª posição entre os países mais promissores neste segmento, com recursos potenciais de 245 trilhões de pés cúbicos.

Nos Estados Unidos, a produção de gás de xisto é vista como um importante passo para a redução da dependência energética do país. Os efeitos econômicos da atividade, como geração de empregos e, principalmente, a redução do preço da energia são usados como argumento para defender a aceleração da exploração no Brasil.