
Após ter concluído a aquisição do bloco exploratório terrestre POT-T-794, pertencente à concessão BT-POT-55A, localizada na Bacia Potiguar, no último dia 10, a A Aguila Energia assumiu o seu primeiro contrato de E&P no país. Agora, a companhia pretende perfurar dois a três poços para identificar alvos petrolíferos no ativo, adquirido por US$ 750 mil junto à Petrobras (70%) e à Sonangol (30%).
Com dois poços perfurados, sendo um descobridor de gás e outro de delimitação, a Aguila avaliou que o preço e o risco exploratório do ativo eram bem menores do que daqueles blocos colocados em Oferta Permanente. O executivo também destacou que há um play exploratório de óleo naquela concessão, apesar de ainda ser necessário aprofundar os estudos.
“Do ponto de vista geológico, há uma analogia entre o BT-POT-55A e os campos Sabiá e Sabiá Bico-de-Osso (operados pela PetroReconcavo)”, explicou Blener Mayhew, managing partner da companhia. Diante disso, o foco das próximas perfurações será atingir prospectos de óleo, diz ele, apesar de estar no radar a possibilidade de a campanha aumentar os recursos de gás.
“Os poços também poderão servir como um appraisal well para delimitar a reserva de gás já identificada. A partir daí, será possível confirmar a existência de óleo e gás ou apenas de gás naquele ativo“, disse o executivo.
Até setembro, a Aguila pretende submeter o Plano de Desenvolvimento (PD) à ANP. Antes de defini-lo, contudo, a companhia pretende revisar o plano anterior delineado pelas antigas concessionárias.
Quanto à destinação comercial do gás, a Aguila considera a viabilidade econômica de construir um duto de 13,5 km para interligar a concessão à Estação Coletora e Compressora de Upanema (ECC-UPN), onde será realizado o processamento primário (separação gás/líquido).
Indagado se a Aguila pretende expandir seu portfólio, Blener afirmou que a companhia está de olho em novas oportunidades de aquisição, sejam áreas da Petrobras ou àquelas disponibilizadas na Oferta Permanente.
A Aguila Energia é uma empresa do grupo Aguila Capital, gestora de capital com foco nas áreas de óleo e gás e infraestrutura. A investida do grupo no segmento de petróleo foi apoiada por Blener Mayhew, seu managing partner. O executivo atuou por seis anos no board da PetroRio, tendo ocupado a vice-presidência da petroleira carioca.
Fonte: Revista Brasil Energia