
A companhia francesa de gás e tecnologia Air Liquide anunciou que se tornará a principal parceira, pelos próximos quatro anos, do “Energy Observer”. Este é o nome do primeiro navio movido a hidrogênio e com emissão zero a ser autossuficiente em energia, servindo como um laboratório para a transição ecológica.
Os dois parceiros trabalham desde o lançamento do navio-laboratório, em abril de 2017, e antes de sua partida para uma turnê mundial com emissão zero. A nova etapa de colaboração intensifica o suporte tecnológico.
“Por meio da colaboração de nossas equipes com o Energy Observer e do teste de tecnologias de hidrogênio em ambientes extremos, seremos capazes de acelerar o desenvolvimento de soluções baseadas em hidrogênio e suas aplicações em grande escala, em particular no setor marítimo”, disse Matthieu Giard , vice-presidente da Air Liquide.
O projeto Energy Observer nasceu em 2013 para criar a primeira embarcação autossuficiente capaz de extrair energia da natureza com emissão zero. A principal característica do Energy Observer é sua matriz energética, incluindo três fontes de energias renováveis, bem como uma cadeia completa de produção de hidrogênio a bordo do navio usando eletrólise de água do mar.
O Energy Observer encontra-se agora numa nova fase do seu desenvolvimento e, através da sua subsidiária Energy Observer Developments, fornece soluções energéticas, como o gerador de hidrogénio, às diversas comunidades marítimas e portuárias.
O projeto Energy Observer nasceu em 2013, desenvolvido a partir de um catamarã. Utiliza hidrogênio, energia solar, eólica e hídrica. Em 2017, foi lançado com todas as tecnologias mais recentes, incluindo painéis solares de heterojunção bi-facial, turbinas eólicas verticais e um sistema de controle por meio de autômatos com mais de 1,5 mil sensores e centenas de alarmes.
Em 2020, a embarcação fez a primeira travessia transatlântica e a exploração de territórios ultramarinos até a Guiana Francesa, cobrindo mais de 10 mil milhas náuticas com total autonomia energética dos sistemas de bordo.
Fonte: Revista Portos e Navios