
A Aker Solutions fornecerá o sistema de produção submarina, as ferramentas e as interfaces EPCI necessárias para a construção do campo de Lapa Sudoeste (Lapa South-West), localizado no pré-sal da Bacia de Santos e operado pela TotalEnergies, segundo comunicado publicado nesta terça-feira (17). O contrato foi avaliado entre R$ 260 milhões a R$ 780 milhões e prevê que o desenvolvimento do ativo seja por meio de um tie-back ao FPSO Cidade de Caraguatatuba, que opera na parte nordeste de Lapa desde 2016.
A Aker será responsável pelo fornecimento do sistema de produção submarina, que inclui até três árvores de natal e sistemas de controle, conexões, estruturas e umbilicais submarinos, bem como equipamentos associados e trabalho de instalação. O escopo também abrange o gerenciamento da interface EPCI, em parceria com a Saipem Brasil, e a atualização do sistema de controle existente.
O trabalho começa imediatamente, com entregas programadas para o ano de 2024. “O mercado offshore do Brasil está se tornando cada vez mais diversificado no que diz respeito ao escopo de trabalho e à oportunidade do cliente. Esperamos estender nosso relacionamento de longa data com a TotalEnergies para o mercado brasileiro e aumentar ainda mais o potencial de hidrocarbonetos do país”, disse Maria Peralta, vice-presidente executiva e chefe da unidade de negócios Subsea da Aker Solutions, segundo o comunicado.
O campo de Lapa é operado pela Total (45%), em parceria com a Shell (30%) e a Repsol-Sinopec (25%). Na segunda-feira (16), a francesa anunciou o investimento de US$ 1 bilhão no desenvolvimento de Lapa Sudoeste, com o objetivo de iniciar a produção nesta área a partir de 2025 e, consequentemente, aumentar a produção do campo de Lapa para 60 mil bpd. Até 2026, a Total planeja estar produzindo cerca de 200 mil boed no Brasil.
Fonte: Revista Brasil Energia