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Clippings - 08/11/23

Akselos de olho no mercado de FPSOs brasileiro

Foto: Divulgação Akselos

A Akselos, empresa de tecnologia e software suíça, “está focada e com uma meta pesada” para o mercado brasileiro de FPSOs, afirmou o vice-presidente sênior da companhia, John Bell, em entrevista ao PetróleoHoje. De acordo com o executivo, o plano é buscar possíveis novos contratos entre operadores e proprietários, seguindo o sucesso do contrato plurianual firmado com a Enauta e a Yinson em setembro deste ano, para a implantação da tecnologia Digital Twin no FPSO Atlanta, que vai operar no campo homônimo.

“Foi a primeira vez que tivemos um Gêmeo Digital Estrutural em tempo real no Brasil, de um EPS FPSO, com notação de classe ABS, que é o FPSO Atlanta. Isso definitivamente foi uma virada de jogo para nós e também para o mercado, em termos do nosso futuro no Brasil”, completou Ricardo Pinto, vice-presidente de vendas para EMEA e LATAM da Akselos.

John Bell, vice-presidente sênior da Akselos (Foto: LinkedIn)

A companhia, fundada em 2012, fornece softwares de estimulação, que podem ser usados tanto em grandes projetos, como FPSOs, como em projetos menores, como reatores e sensores, já que os modelos (e os orçamentos) são escalonáveis. Recentemente, a Akselos firmou contratos com a Shell na Nigéria e com a empresa Santos na Austrália.

A partir dos softwares, que combinam, além da escala, velocidade de performance e estatística paramétrica – que pode ser definida como a capacidade de gerir dados do modelo ou dados do ativo – a companhia cria uma réplica digital direta da infraestrutura. “Desta forma, podemos testar essa réplica em diferentes condições operacionais, possibilitando monitorar a performance do ativo”, explicou Bell.

A tecnologia também pode ser utilizada em renováveis, segmento do qual a Akselos também enxerga potencial para o Brasil, especialmente em eólica.

“Não tenho dúvidas de que o Brasil será um grande player no mercado de eólica, principalmente em eólica flutuante, mas o mercado precisa de mais maturidade e, certamente, de mais patrocínio do governo para que seja significativo no mix energético. Em geral, o mundo está passando por esse tipo de transformação, e estamos entendendo, agora, que podemos ter um mix energético amplo, com combustíveis a base de carbono, eólica, solar e nuclear”, completou o executivo.

Fonte: Revista Brasil Energia