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Clippings - 13/08/13

Alemanha coloca a Siemens na disputa pelo TAV

Uma informação foi fundamental para o governo brasileiro decidir pelo adiamento do leilão para o Trem de Alta Velocidade (TAV). Nas conversas que tiveram com integrantes do governo brasileiro nos últimos 30 dias, os executivos da multinacional alemí Simenes deixaram claro que havia interesse do governo da Alemanha na presença de uma empresa daquele país na disputa pelo contrato de operação do TAV. Isso viabilizou mais um concorrente na disputa, que ameaçava ter apenas uma empresa disputando.

Com essa garantia, ontem o ministro dos Transportes, César Borges, anunciou o terceiro adiamento da realização da primeira etapa do leilão, por um ano. Esse foi o prazo solicitado pela empresa alemí para buscar investidores capazes de entrar no projeto. Também pesou na decisão as denúncias de um suposto cartel nas licitações do metrô de São Paulo envolvendo grandes fabricantes de equipamentos ferroviários do mundo– alguns dos quais prováveis participantes do leilão do TAV.

O governo temia o risco de ver uma contaminação na imagem do leilão, que se encaminhava para ter um único participante — o consórcio integrado pela francesa Alstom. O acidente com um trem da estatal espanhola Renfe, que matou quase 80 pessoas no final de julho, lançou dúvidas sobre sua participação. Os integrantes do consórcio espanhol também pediram um adiamento. Ao fim, foi decisivo o fato de que, com mais prazo, o governo poderia garantir mais concorrência na disputa.

A presidente Dilma Rousseff decidiu pelo adiamento durante reunião no domingo, em Brasília, no Palácio do Alvorada, com as ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do Planejamento, Miriam Belchior, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística, Bernardo Figueiredo, e, por telefone, o ministro dos Transportes, Cesar Borges. Segundo integrantes do governo que acompanharam o processo, havia também uma divisão interna sobre a conveniência de realização do leilão. Integrantes da equipe do Ministério da Fazenda questionavam a conveniência de realizar o leilão neste momento.

Projeto já teve três adiamentos em três anos

Esse foi o terceiro adiamento da primeira etapa do leilão do trem de alta velocidade (TAV), que deverá ligar as cidades de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. A entrega das propostas seria nessa sexta-feira e o leilão estava marcado para 19 de setembro. “Após muitas conversas comprováveis participantes, sentimos que o certame caminhava para apenas um participante e outros solicitavam o adiamento do processo para finalizar entendimentos entre todos que participariam da fase inicial de elaboração do projeto”, disse o ministro dos Transportes, César Borges, acrescentando que a previsão de início da operação está mantida em 2020.

Desde 2010, quando foi lançado, o leilão do trem-bala já fora adiado duas vezes, a pedido das empresas interessadas. A primeira data foi dia 16 de dezembro de 2010. Depois, passou para 29 de abril de 2011 e foi remarcado para o dia 29 de julho de 2011, quando o leilão chegou a ser aberto, mas não teve propostas. Depois disso, o governo dividiu a licitação em duas etapas: a primeira vai definir o operador do trem-bala e a tecnologia a ser usada; a segunda vai contratar a infraestrutura do projeto. ABr e Reuters