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Clippings - 29/12/22

Alexandre Silveira e Marina Silva são confirmados para Esplanada

Alexandre Silveira será o novo ministro de Minas e Energia / Créditos: Senado Federal

Alexandre Silveira foi confirmado ministro de Minas e Energia do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio foi feito na quinta-feira (29), pelo próprio presidente eleito, na sede do CCBB, em Brasília, onde também foi anunciado o nome de Marina Silva para o Ministério de Meio Ambiente.

A confirmação do nome do senador Alexandre Silveira (PSD-MG) foi feita uma semana depois de a indicação do parlamentar ser dada como certa no mercado. O anúncio dos nomes de Silveira e de Marina Silva foi realizado junto com a nomeação de outros 14 ministros, o que finalizou a montagem da linha de frente da Esplanada dos Ministérios e incluiu o nome de Simone Tebet para a pasta de Planejamento.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva optou por não anunciar os nomes dos presidentes da estatais, mantendo em aberto até mesmo a divulgação da escolha da Petrobras. Jean Paul Prates é dado como certo para a Petrobras, uma vez que seu nome foi confirmado durante uma reunião na semana passada .

O senador Alexandre Silveira  tem relação próxima com Jean Paul Prates e atuou no grupo de transição, na área de Infraestrutura. O parlamentar foi escolhido dentro da cota do PSD.

Há rumores de que Jean Paul Prates, coordenador do subgrupo de óleo e gás do grupo de transição na área de Energia, defendia a indicação do senador Alexandre Silveira.

O nome de Silveira para a pasta de Minas e Energia vinha sendo cogitado desde novembro. Havia a percepção de que a sua indicação significaria um bom aceno ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, que também é do PSD de Minas Gerais, além do fato de fortalecer a área de mineração no ministério.

A costura do nome de Silveira esbarrou, inicialmente, na intenção do governo eleito de indicar apenas dois nomes do PSD, um oriundo do Senado Federal e outro da Câmara dos Deputados. No final das contas, o partido acabou assegurando um total de três pastas na Esplanada dos Ministérios.

Em novembro, logo após as eleições, o senador Alexandre Silveira chegou a ter, segundo fontes, pelo menos uma reunião com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e com o senador eleito e ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT-PI), coordenador da área de Orçamento na equipe de transição de governo.

No Senado, Alexandre Silveira atuou como autor da PEC dos combustíveis. Na esfera política, o futuro ministro de Minas e Energia teve forte atuação no segmento de Mineração.

Delegado de polícia, Alexandre Silveira é formado em direito, tendo formação também de técnico de contabilidade. O futuro ministro de Minas e Energia exerceu o cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), de 2004 a 2006, durante a primeira gestão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

O futuro ministro de Minas e Energia não conseguiu se reeleger ao Senado Federal por Minas Gerais, nas eleições de outubro. Durante a campanha, o candidato era chamado de “senador do Lula” em Minas Gerais.

Discurso de Lula

Além dos nomes de Alexandre Silveira e Marina Silva, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva anunciou também os nomes do deputado José Guimarães (PT-CE) e do senador Jaques Wagner (PT-BA) para as posições de líderes do governo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, respectivamente. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foi escolhido para atuar como líder do Congresso.

Durante o anúncio, o presidente eleito Lula afirmou que a construção da equipe do governo continuará até mesmo depois da posse. Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende fazer reuniões com os ministros do seu governo e com governadores eleitos logo após a sua posse.

“Cada companheiro e companheira que foi indicado, alguns já têm conhecimento de seus ministérios, outros se não receberam vão receber os estudos da transição, de como anda cada ministério, e as pessoas vão começar a trabalhar e a montar a sua equipe de trabalho no ministério. Eu pretendo, logo depois da posse, uns dois ou três dias depois, fazer uma reunião com todos os ministros para eu dizer para eles o que quero que aconteça nesse país”, declarou o presidente eleito Lula.

O presidente eleito criticou a decisão do governo Jair Bolsonaro de encaminhar a medida provisória, acabando com a desoneração do óleo diesel, gasolina e do gás natural.

“Exatamente, faltando dois dias para ir embora, quem sabe na perspectiva de achar que o povo vai colocar nas nossas costas isso. Vocês estão lembrados que eu dizia que para reduzir preço da gasolina, do óleo e do gás, a gente não precisa mexer no ICMS. Bastava que a mesma mão que assinou o aumento, assinasse a diminuição do aumento”, declarou o presidente eleito.

Lula afirmou que isso irá acontecer a partir do momento que for montada a diretoria da Petrobras.

Em entrevista concedida após o anúncio, a futura ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, declarou que será preciso recompor a área ambiental, o que inclui o Ibama e o ICMBio.

Fonte: Brasil Energia