A concessionária AAL (América Latina Logística) e a Triunfo Participações romperam o contrato do projeto que tinham com a Vetria Mineração. O empreendimento uniria a extração de minério de ferro com seu transporte até o Porto de Santos. Estava prevista também a construção de um terminal graneleiro com três berços de atracação no complexo portuário.
A Vetria foi criada em 2011 em associação com a ALL (com 50,38% das ações) a Triunfo (15,79%) e a Vetorial Participações (com 33,83%). Seriam investidos R$ 11 bilhões e a comercialização anual chegaria a 27,5 milhões de toneladas de minério de ferro. Essa commodity seria extraída de Corumbá (MS) e transportada pela ferrovia da ALL.
As empresas divulgaram que a desistência do empreendimento acontece porque algumas condições previstas no contrato não foram atendidas no prazo estipulado. Durante o processo de obtenção de licenças para a certificação da mina que iriam explorar, a Vetria começou a negociar a compra de minérios da MMX Corumbá Mineração e até celebrou um contrato de arrendamento de direitos de minério. Mas esse projeto veio com a condição de que um sócio estratégico deveria ser atraído. No decorrer do ano mercado atual e a cotação do minério, que teve baixa de 50%, prejudicaram vários projetos e fábricas de mineração que tinham pouca rentabilidade. As empresas afirmaram também que irão avaliar e adotar atos e medidas para o que for necessário.