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Clippings - 26/01/17

Alpek assume R$ 6,9 bilhões com compra da Petroquímica Suape e Citepe

A Alpek assumirá um passivo de R$ 6,9 bilhões com a compra da Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe) da Petrobras. A venda das empresas para o Grupo Petrotemex e a Dak Americas Exterior, subsidiárias da Alpek, por US$ 385 milhões (R$ 1,3 bilhão) foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras no final de 2016 e faz parte do projeto de desinvestimentos da petroleira brasileira.

Os investimentos nos projetos somaram R$ 9 bilhões. Somente em 2015, a Petroquímica Suape registrou perdas de R$ 808 milhões. No mesmo ano, o resultado da Citepe foi negativo em R$ 818 milhões. Em 2014, o prejuízo da Petroquímica Suape havia ficado de R$ 1,2 bilhão, enquanto o da Citepe fora de R$ 2,7 bilhões.

Na época, a Suape justificou que ainda não gerava resultado positivo pois tal indicador é fortemente impactado pelo nível de utilização operacional da planta.

“Ressalta-se ainda que o aumento do prêmio e das taxas de indexação dos empréstimos, principalmente devido ao aumento do risco Petrobras e da crise econômica também pioraram o resultado financeiro (despesas com juros e correção monetária)”, acrescentou a companhia na divulgação dos resultados de 2015.

A Citepe também vinha indicando dificuldades financeiras e ao final de 2015 afirmou que teve que reduzir o número de máquinas texturizadoras em operação pois não estava conseguindo custos operacionais que viabilizassem a operação econômica dos equipamentos.

Instaladas em terrenos vizinhos à Refinaria Abreu e Lima (Rnest), a Petroquímica Suape e a Citepe foram concebidas como “o mais importante polo integrado de poliéster da América Latina”, conforme anunciou a Petrobras na época do lançamento dos projetos.

Juntas, as empresas compõem o Complexo Industrial Químico-Têxtil, localizado na cidade de Ipojuca (PE). A produção de ácido tereftálico purificado (PTA) pela petroquímica é matéria-prima para a produção de poliéster grau têxtil (POY) e poliéster grau garrafa (PET) pela Citepe.

A construção dos empreendimentos chegou a contar com apoio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e recebeu limite de crédito para financiamento no valor de R$ 2,6 bilhões do BNDES .

A pedra fundamental da petroquímica foi lançada em fevereiro de 2007 — evento que contou, inclusive, com a participação do ex-presidente Lula. O projeto entrou em pré-operação em agosto de 2010, enquanto a Citepe entrou em operação quatro anos depois. A planta de PTA da petroquímica tem capacidade para 700 mil toneladas/ano e a planta de resina PET pode produzir até 450 mil toneladas/ano.

Inicialmente, os investimentos previstos nos dois projetos eram da ordem de US$ 862 milhões (R$ 1,8 bilhão em 2007, época em que os empreendimentos foram anunciados), sendo US$ 542 milhões (R$ 1,1 bilhão na época, mas que corrigido pelo IGP-M chegaria a R$ 2,1 bilhões) destinados à planta de PTA e US$ 320 milhões (R$ 668 milhões na época; R$ 1,26 bilhão na correção pelo IGP-M) para a fábrica de polímeros e filamentos de poliéster. No entanto, os resultados das empresas ao final de 2013 indicaram que o valor total dos projetos foi de R$ 9 bilhões.