
A Alvopetro pretende iniciar a comercialização de gás natural do campo de Caburé, na Bacia do Recôncavo, em janeiro de 2020. A informação é do presidente da empresa canadense no Brasil, Carlos Eduardo Freitas.
Carlos Eduardo Freitas, presidente da Alvopetro Brasil
“Dentre as alternativas possíveis para monetizar o gás, optamos pelo modelo de venda direta com a distribuidora [Bahiagás]”, disse o executivo à BE Petróleo, lembrando que sua parceira no ativo, a Imetame, optou por construir uma termelétrica como solução comercial.
O gás será transportado por um gasoduto de 11 km até a UPGN – que terá capacidade para processar 500 mil m³/dia de gás – e de lá, transportado por uma linha de 15 km da Bahiagás até uma das bases de distribuição da estatal.
O contrato de compra e venda entre a Alvopetro e a Bahiagás prevê a construção, pela distribuidora, do gasoduto de 15 km da UPGN até a sua rede de distribuição e de um city gate de 1,9 milhão m³/d nas instalações da petroleira.
O volume negociado é de 150 mil a 350 mil m³/dia, com cláusula de take or pay. A estimativa de preço de venda do gás é de US$ 8,67 por milhão de BTU, com reajuste anual.
O midstream da operação de caburé será 100% da Alvopetro, que optou por terceirizar o serviço da UPGN. A unidade será construída e operada pela Enerflex, e a previsão é que suas obras sejam concluídas no final deste ano.
Um dos três compressores em skid da unidade já foi testado em Houston, nos EUA, e será enviado ao Brasil ainda no mês de maio. As instalações na Bahia já contam com o pig receiver (sistema de válvulas) testado e sala de controle, além de tubos de linha para o duto de transferência.
Caburé possui quatro poços produtores, e outros três ou quatro poços de desenvolvimento deverão ser perfurados até o fim do ano. O campo contém reservas 2P estimadas em 4,6 milhões de boe.
Freitas destacou ainda que a produção onshore da companhia está alinhada “ao movimento desencadeado pelo governo de destravar investimentos no segmento de gás natural, que, juntamente com o plano de desinvestimento da Petrobras, deverá atrair outras empresas”.
Embora a companhia não descarte novas oportunidades de negócios, seu foco, no momento, é desenvolver os demais ativos de seu portfólio.
“Dentro do nosso portfólio temos como incrementar e aumentar nossas reservas eo potencial de produção de gás. O que aparecer de interessante, podemos olhar e investigar. Mas o momento é de desenvolver nossos ativos”, concluiu.
A Alvopetro possui participação nos campos de Caburé (49,1%) e Gomo (100%), ambos na Bacia do Recôncavo. Em parceria com a Suez, detém 65% das concessões REC-T-57, REC-T-62, REC-T-71 e REC-T-145, na mesma bacia.
Fonte: Revista Brasil Energia